Palma Forrageira: solução para o semiárido

Agronegócio

Palma Forrageira: solução para o semiárido

o Siproara promoverá entre 9 e 10 de junho um simpósio sobre a palma forrageira, com a participação do engenheiro agrônomo Paulo Suassuna.
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Para apresentar essa alternativa aos pecuaristas mineiros, o Sindicato dos Produtores Rurais de Araçuaí (Siproara) promoverá entre 9 e 10 de junho um simpósio sobre a palma forrageira, com a participação do engenheiro agrônomo Paulo Suassuna.
 
“Minas são muitas”, sentenciou Guimarães Rosa. E são mesmo. A diversidade é tanta que algumas regiões do estado necessitam de soluções totalmente distintas das demais. Uma delas é a de clima semiárido. Considerada uma porção nordestina no Sudeste, essa região marcada pela caatinga tem duas estações definidas: uma chuvosa, que dura cerca de três meses, e outra totalmente seca, que predomina o resto do ano.
 
Nos 85 municípios inseridos nessa área, é da rotina dos produtores lutar contra os efeitos da seca, e este ano não será diferente. A estiagem consumiu pastagens, lavouras e parte do rebanho; o milho está caro.
 
Diante de tantas dificuldades, nada mais lógico do que procurar em lugares que enfrentam os mesmos desafios formas de superá-los. Uma das alternativas adotadas no semiárido nordestino é a palma forrageira – um cacto originário da América Central, que tem 75% da proteína bruta fornecida pela silagem de milho.
 
Fonte tanto de alimento quanto de água para o gado e para humanos, é altamente resistente à seca. Seu uso é recomendado como complemento alimentar, compondo entre 40% e 50% do volumoso.
 
A palma forrageira é velha conhecida da população do semiárido, mas comumente é plantada nas piores faixas de terra da propriedade, sem receber muita atenção. Porém, cultivada com as técnicas corretas pode alcançar boa produtividade e ser excelente recurso para controle da erosão em terrenos declivosos.
 
Para apresentar essa alternativa aos pecuaristas mineiros o Sindicato dos Produtores Rurais de Araçuaí (Siproara) promoverá entre 9 e 10 de junho um simpósio sobre a palma forrageira, com a participação do engenheiro agrônomo Paulo Suassuna. Especialista na cactácea, ele desenvolveu a tecnologia de cultivo intensivo da palma aplicada em pequenas propriedades rurais.
 
O evento, que será realizado em parceria com o Sistema FAEMG, Sebrae e a prefeitura municipal, pretende apresentar técnicas de cultivo intensivo e aplicações práticas da planta, bem como maquinário para facilitar o manejo.
 
A ideia de difundir a palma no semiárido mineiro surgiu no segundo semestre do ano passado, quando o presidente do sindicato, José Otoni Alves Campos, trocou uma viagem técnica aos Estados Unidos para conhecer a produção de leite naquele país pela participação no 4º Congresso Brasileiro de Palma e Outras Cactáceas, na Bahia.
 
“Realmente acredito que pode ser uma boa opção. Na década de 1970 nosso rebanho tinha cerca de 90 mil reses, hoje temos menos de 35 mil. A pecuária continua sendo nossa principal fonte de renda, temos que fazer algo para torna-la lucrativa. Eu já plantava palma, mas sem técnica nenhuma. Aprendi que precisa ser tratada como as outras culturas. Ter o manejo certo. Estamos trazendo o engenheiro agrônomo que desenvolveu a técnica do cultivo intensivo ao nosso seminário para nos ensinar a plantar e compramos 300 mil mudas para distribuir aos participantes”.  - José Otoni Alves Campos, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Araçuaí.
 
Semiárido
 
Critérios técnicos para classificação de municípios:
1 - Precipitação pluviométrica média anual inferior a 800 milímetros;
2 - Índice de aridez de até 0,5 calculado pelo balanço hídrico que relaciona as precipitações e a evapotranspiração potencial, no período entre 1961 e 1990;
3 - Risco de seca anual maior que 60%, tomando-se por base o período entre 1970 e 1990.
• São considerados pertencentes ao semiárido os municípios que atendam pelo menos um desses critérios.
 
Serviço
As vagas para o seminário são limitadas, mais informações pelo (33) 3731-1713 ou (33) 99972-1713
 

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