Agronegócio

Papel do Estado e estratégias de comunicação e marketing são temas de debate no “Jovens em Campo"

Segundo dia de seminário contou com a participação da senadora Ana Amélia Lemos e do escritor José Luiz Tejon Megido
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O evento “Jovens em Campo – Semeando ideias, colhendo conquistas” encerrou suas atividades na tarde de sábado (02/07) depois de um dia repleto de debates sobre o futuro do agronegócio, o papel do Estado no setor e o protagonismo da juventude no campo. Realizado no auditório do Ministério Público de Porto Alegre em dois dias – sexta e sábado –, o evento reuniu mais de 150 jovens e futuros produtores rurais de diferentes localidades do RS para um seminário com importantes nomes da política e da economia gaúcha. O ciclo de palestras fez parte da 80ª etapa do Fórum Permanente do Agronegócio e contou com realização do Senar/RS, com apoio do Sistema Farsul e patrocínio do Sebrae-RS. O objetivo dos encontros foi debater o empreendedorismo e a gestão de jovens no meio rural.

O presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto, deu às boas-vindas ao público, destacando o papel de protagonismo dos jovens para o futuro do agronegócio. “Estamos diante de um seleto grupo de jovens produtores, que formam o futuro do campo no Estado. Contamos com vocês. É importante valorizarmos cada vez mais a nossa profissão e o nosso setor, que é importantíssimo para o desenvolvimento do país”, disse Sperotto.  

O segundo dia do “Jovens em Campo” contou com a presença da senadora Ana Amélia Lemos, responsável por abrir o ciclo de palestras. A parlamentar apresentou ao público o tema “O papel do Estado frente aos desafios que o setor necessita”, traçando um panorama do atual cenário político e econômico nos âmbitos municipal, estadual e federal, com destaque para a crise que o país enfrenta e como isso tem afetado o meio rural. “Os brasileiros estão cansados de tanta sujeira, mas o lado positivo desta crise política, ética e econômica é que ela nos dá a oportunidade de varrermos os mal-intencionados e desonestos e escolhermos com racionalidade os futuros políticos do país”.

Outro tema abordado pela senadora foi o papel dos jovens e a liderança cada vez mais necessária para o setor. “Fico feliz de ver a presença da juventude neste evento e o brilho no olhar de cada um. Vivemos hoje um período de ausência de líderes políticos, que podem trazer um fio de esperança para o país. Espero que daqui saiam nomes fortes para o agronegócio e, quem sabe, para a política também”, disse. No encerramento da palestra, Ana Amélia respondeu a uma série de questões da plateia sobre temas ligados ao Estado e ao futuro político do país.   
 
Dando prosseguimento ao evento, Rafael Marcon, gerente de Marketing da BasfAgro no RS e SC, apresentou a campanha publicitária “Agricultura, o maior trabalho da terra”, que valoriza o papel do agricultor na vida dos brasileiros. Ele destacou algumas das estratégias da Basf para desenvolver a inovação e a sustentabilidade no campo, através do apoio ao agricultor e do desenvolvimento de novas tecnologias. “As campanhas da Basf buscam a valorização da agricultura brasileira e das pessoas que atuam no setor, que é o mais importante da economia nacional. Produzir alimentos é um dos ofícios mais nobres que existe. Sintam orgulho do trabalho realizado pelas famílias de vocês”.

Rodrigo Ricieri, gerente de Marketing e Comunicação do Parque da Ovelha, também deu continuidade à temática das estratégicas de divulgação e engajamento de marcas no meio rural, apresentando o case “Parque da Ovelha: uma vivência original”. Ele apresentou toda a estrutura do Parque da Ovelha, em Bento Gonçalves, e sua vocação para o turismo aliado à paixão pelo campo e pelo interior. O parque possui dezenas de atrações para o público, como degustação, tosquia, corrida de ovelhas, ordenha, entre outras. “Nossa intenção foi criar um empreendimento de sucesso no interior do Estado, buscando a valorização da história da imigração italiana no RS e da ovinocultura.

Quanto mais destacarmos a cultura local, mais a população do interior do Estado vai querer permanecer na sua cidade, pois haverá trabalho e oportunidades”, diz Ricieri.

No intervalo entre as palestras, houve o pré-lançamento do Ruralito, um aplicativo de gestão rural gratuito desenvolvido pela Casa Rural para smartphones. Na próxima edição da Expointer, em Esteio, acontecerá o lançamento oficial, quando o aplicativo já estará funcionando. Mais informações estão disponíveis no site www.ruralito.com.br.     

Pela tarde, o publicitário Pablo Muller, proprietário da boutique de carnes Pulperia Porteña, falou sobre a experiência de ter um negócio próprio no Rio de Janeiro, exportando a cultura gaúcha para os cariocas. “Ser empreendedor é uma das formas de conquistarmos os objetivos e corrermos atrás dos nossos sonhos. A cultura gaúcha é muito valorizada em todo o Brasil, e esse é um nicho de mercado que podemos explorar, mostrando o que o Rio Grande tem de melhor”, disse Pablo.

O encerramento do “Jovens em Campo” contou com uma palestra inspiradora do consultor, conferencista e escritor José Luiz Tejon Megido, que abordou temas como foco, inteligência, criatividade e inovação no meio rural. Falando a linguagem do jovem público, Tejon apresentou alguns vídeos e comerciais que mexeram com o imaginário dos presentes, buscando a reflexão sobre onde está o agronegócio. 

No início da sua explanação, ele destacou o protagonismo de Luiz Fernando Cirne Lima, ex-ministro da Agricultura, quando fundou a Embrapa e alterou a agricultura do país. Nas perspectivas apresentadas pelo conferencista, ele apontou que a agricultura deve crescer 34% nos próximos anos no Brasil, enquanto que no mundo crescerá 16%.

“Temos uma condição estratégica e única de suprir o planeta com a produção de alimentos. O Brasil será um dos principais responsáveis pela alimentação do mundo inteiro num futuro breve”, disse Tejon.

Para o escritor, o produtor do futuro é um gestor de dados e de decisões. Mais do que um simples produtor, é preciso pensar fora da caixa. “Temos que buscar a criatividade e a inovação, trazer o novo para o nosso negócio. O resto, todos já fizeram. Precisamos pensar diferente”, afirmou. 

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