Paraguai renova sistema de controle de resíduos de pesticidas

BANANA

Paraguai renova sistema de controle de resíduos de pesticidas

Principal preocupação é com a determinação do fungo causador da Sigatoka Negra
Por: -Leonardo Gottems
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O Serviço Nacional de Qualidade e Sanidade Vegetal e de Sementes (Senave) do Paraguai anunciou a atualização de seu sistema de controle de resíduos de pesticidas no cultivo de banana. O objetivo, de acordo com o órgão governamental, é “melhorar a qualidade e segurança dos produtos vegetais para exportação”.

Será utilizado na banana o mesmo método que deu bons resultados na fiscalização da cultura de gergelim. Com isso, dizem os paraguaios, pretende-se que a produção de banana possa entrar em mercados internacionais sem a presença de resíduos de pesticidas. A principal preocupação é fazer ajustes e garantir a qualidade de testes para a determinação do fungo causador da Sigatoka Negra (Mycospherella fijiensis), bem como da bactéria Ralstonia, analisando os sintomas no campo

Os especialistas da Direção de Laboratórios do Senave irão até as fazendas de produção de banana e fábricas de empacotamento para aplicar a nova metodologia de verificação de resíduos com amostras coletadas no local. A iniciativa faz parte do Projeto de Melhoria da Segurança das Exportações Agrícolas para Pequenos Produtores (INOPAR).

O procedimento começa com a apresentação do pedido, pelo produtor, de amostragem para determinar a presença de resíduos químicos. Também inclui tarefas prévias, como a preparação de equipamentos de segurança e de trabalho para os técnicos, bem como toda a documentação e definição dos responsáveis pela lavoura. O trabalho ainda define como, quando e onde serão colhidas as amostras a serem enviadas ao laboratório. Em seguida é realizada a inspeção fitossanitária que vai liberar o lote para exportação.

O engenheiro agrônomo Luis Lopez, chefe do Departamento Laboratorial de Amostragem Especializado do Senave, informa que será copiado o modelo bem sucedido usado no gergelim exportado para o Japão. Ele acrescentou que o mesmo método será aplicado no abacaxi e, em seguida, com outros itens de exportação da agricultura paraguaia.


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