Paraná conclui plano para barrar a soja transgênica
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Agronegócio

Paraná conclui plano para barrar a soja transgênica

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O governo do Paraná prepara documento para provar ao governo federal que o estado está livre do plantio de soja modificada geneticamente. Técnicos já concluíram o terceiro documento elaborado pela equipe técnica da Divisão de Sanidade Vegetal da Secretaria da Agricultura, com os esclarecimentos solicitados pelo ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, comprovando que o Paraná pode ser considerado área livre de soja transgênica.

O documento foi entregue pelo secretário Orlando Pessuti ao governador Roberto Requião ontem. Ele prevê a manutenção do Paraná como área de soja exclusivamente convencional e fiscalização intensa contra a introdução e cultivo de soja geneticamente modificada. Requião considera que o Paraná ganhará mercado se mantiver a postura de só cultivar a soja convencional.

Metas de atuação

Os dois primeiros relatórios encaminhados ao Ministério da Agricultura foram considerados insuficientes e, nos últimos dez dias, agrônomos de todas as regiões do estado trabalharam para elaborar um novo texto contendo todas as informações necessárias que podem dar ao estado o status de área livre, defendida pelo governador Roberto Requião.

Uma das diferenças desde relatório é a inclusão de um plano de ação para a safra 2003/2004, que não constava nos anteriores. As estratégias de atuação, as metas estabelecidas e o cronograma de fiscalização (acompanhando todo o ciclo da cultura até a colheita que acontece entre junho e julho), estão, de acordo com os técnicos que elaboraram o trabalho, bem detalhados para não deixar dúvidas sobre a vontade do governo Requião em barrar a soja modificada geneticamente.

Fiscalização

A metodologia usada pelos agrônomos, como número de amostras, locais de coletas e a forma como é feita, também estão especificados, bem como a maneira como deve ser feita a fiscalização de trânsito, nos postos fixos, nas barreiras volantes e nos corredores fitossanitários - neste caso, como vão ser lacrados os caminhões transportando soja transgênica de um estado para outro, passando pelo Paraná.

Campanha

Além de responder a todas as questões feitas pelo Ministério da Agricultura, a DSV também fez questão de informar ao governo federal que está elaborando uma campanha educativa para orientar e conscientizar os agricultores a não plantarem soja transgênica, e esclarecer a população em geral sobre a opção feita pelo Paraná em querer continuar como área livre.

"Para incentivar as pessoas a denunciarem agricultores que pensam em plantar ou já plantaram soja geneticamente modificada, a Secretaria da Agricultura criou em seu site um ícone para receber estas denúncias", informou o responsável pela Divisão de Sanidade Vegetal, Carlos Alberto Salvador.

Ele vai estar junto com o diretor do DEFIS (Departamento de Fiscalização e Defesa Agropecuária) Felisberto Baptista, acompanhando o Secretário Pessuti na entrega do documento ao governador Roberto Requião.

Agroindústria

Com a instalação do Centro de Biotecnologia Agroindustrial do Paraná (Cenbapar) em Pato Branco (sudoeste do Paraná), a região terá condições de desenvolvimento próximas de países europeus, segundo o governo estadual. Pequenos produtores rurais, muitos dos quais já adotaram a agroindústria como forma de vida, serão beneficiados com o repasse de conhecimentos científico tecnológicos via Centro de Biotecnologia. A implantação do Centro, que tem o apoio e incentivo da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, começa em 2004.


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