Paraná e Mato Grosso do Sul registram o primeiro foco
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Agronegócio

Paraná e Mato Grosso do Sul registram o primeiro foco

Universidades confirmam os primeiros focos de ferrugem asiática no PR e MS
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O primeiro foco de Ferrugem Asiática no estado do Paraná foi confirmado pela Universidade Unioeste, na região de Marechal Cândido Rondon, oeste do estado, em plantas de soja voluntárias, em estádio vegetativo. Em Mato Grosso do Sul, a doença foi confirmada pela Universidade Federal da Grande Dourados, em lavoura comercial, próxima ao florescimento, no município de Laguna Carapã. Segundo informações da Universidade, as temperaturas da região estão amenas e favorecem o desenvolvimento da doença. Este ano, a chuva do início de setembro, favoreceu a instalação precoce de muitas lavouras, principalmente nas regiões Norte e Oeste do Paraná, em Mato Grosso do Sul e em Mato Grosso. “Também temos observado que há uma predominância de cultivares precoces. Assim, está se configurando uma situação de controle mais tranqüila para a ferrugem nessas primeiras áreas. A soja precoce deve terminar a safra com um número menor de aplicações”, avalia Luiz Weber, engenheiro agrônomo ligado ao projeto SOS Soja, da Bayer CropScience, entidade integrante do Consórcio Antiferrugem. Segundo Weber, no Sul, as geadas do início de setembro, também proporcionaram um vazio sanitário, pois eliminaram as plantas voluntárias (soja guaxa ou tigüera) e possíveis focos da ferrugem. A previsão de ocorrência do fenômeno "El niño" aumenta a expectativa em relação à ferrugem para o estados do Sul. “Com o El Nino, ocorre mais chuva no Sul, secas no Nordeste e pouca interferência no Centro-Oeste. Entretanto, até o momento, não se verificou alteração drástica no regime de chuvas, mas é bom estar atento”, explica o pesquisador José Renato Bouças Farias, da Embrapa Soja. Roraima e Tocantins - Em Roraima, onde a soja ocupa uma área de 7 mil hectares e é cultivada de maio a setembro, os agricultores comemoram mais uma safra sem a ferrugem. Segundo informações da pesquisadora Kátia Nechet, da Embrapa Roraima, as hipóteses para o estado seguir livre da ferrugem são o cultivo da safra em período diferente ao restante do Brasil e a direção das correntes de vento, que não são favoráveis à disseminação do fungo para o estado. Veja mais detalhes sobre a safra em Roraima, em relato da pesquisadora Kátia Nechet para o Sistema de Alerta. No Tocantins, o laboratório da Universidade Federal do Tocantins (UFT) detectou a ferrugem em 12,04% das 122 amostras analisadas para a safra de inverno. “Observamos, um aumento da incidência e da severidade da ferrugem no final das avaliações . Nas primeiras amostras , a severidade não chegava a 1%, mas nas últimas análises, tivemos uma média de 10 a 15%”, explica a pesquisadora Moab D. Dias. A chuva foi o fator determinante no estado para o aumento incidência da ferrugem nos plantios mais tardios.

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