As exportações do complexo soja do Paraná somaram 12,79 milhões de toneladas entre janeiro e setembro de 2026, com receita de US$ 5,76 bilhões, segundo dados divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), no Boletim Conjuntural desta quinta-feira (22). Enquanto os embarques avançaram 3% em volume, o plantio da nova safra alcançou 47% da área prevista, após o excesso de chuvas reduzir o ritmo dos trabalhos no campo.
Nos nove primeiros meses de 2026, o Paraná exportou 3% mais toneladas do complexo soja em comparação com o mesmo período de 2025. O crescimento foi mais expressivo em valor financeiro, com alta de 13%, alcançando US$ 5,76 bilhões, segundo dados divulgados pelo Deral. A soja em grão liderou as exportações, representando 71% do total embarcado. O farelo de soja respondeu por 24%, enquanto o óleo de soja correspondeu a 5%.
A China permaneceu como principal destino da soja paranaense, concentrando 58% das compras. O Irã ficou na segunda posição, com participação pouco superior a 8%. Ao todo, o estado exportou volumes relevantes para 24 países no período.
No cenário nacional, as exportações do complexo soja totalizaram 121,58 milhões de toneladas entre janeiro e setembro de 2026, avanço de 8% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. A receita alcançou US$ 52,17 bilhões, aumento de 17% na comparação anual, segundo dados divulgados pelo Deral. Tanto no Paraná quanto no Brasil, o crescimento do valor financeiro superou o avanço do volume exportado.
Plantio da soja no Paraná perde ritmo após excesso de chuvas
Enquanto as exportações apresentam crescimento, o plantio da safra paranaense de soja 2026/27 teve desaceleração na última semana. De acordo com o boletim do Deral, o excesso de chuvas prejudicou o avanço das operações no campo. Até a semana do levantamento, os produtores haviam semeado 47% da área prevista. Nas últimas três safras, a média para o mesmo período superava 55%, indicando um ritmo inferior ao registrado nos ciclos anteriores.
A melhora das condições climáticas a partir de 17 de outubro, com ausência de precipitações relevantes durante o fim de semana e o início desta semana, permitiu a retomada dos trabalhos nas lavouras. A expectativa é que o próximo relatório semanal do Deral indique uma normalização do ritmo de plantio, caso as condições favoráveis permaneçam.