Paraná não está pronto, diz Seab
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Agronegócio

Paraná não está pronto, diz Seab

Se reprovado, o estado será obrigado a manter a vacinação contra a aftosa
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O desempenho do Paraná na última campanha de vacinação do gado contra a febre aftosa, realizada entre maio e junho, foi exemplar, com 96,59% de abrangência, mostra balanço ainda parcial divulgado pelo governo do estado. Operações fiscais em regiões com índices mais próximos de 90% devem ampliar essa abrangência. No entanto, outras obrigações essenciais para que o estado se torne área livre da doença sem vacinação ainda estão pendentes, relata o chefe da Divisão de Sanidade Animal (DSA) da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab), Claudio Sobezak.

Uma auditoria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a ser agendada a pedido da própria Seab, é que vai definir essa questão. Sobezak admite que o estado ainda não está pronto para ser colocado à prova. “Hoje, não passaríamos”, afirma. Se reprovado, o estado será obrigado a manter a vacinação contra a doença.

Entre as tarefas ainda não concluídas, o chefe da DSA aponta a contratação de pessoal e a estruturação dos postos de fiscalização nas divisas e fronteiras como as mais importantes. O plano é contratar técnicos e veterinários para ampliar a estrutura de defesa sanitária em pelo menos 20%. Profissionais aprovados em concurso público foram chamados, mas os decretos de nomeação, que dependem do cumprimento de prazos legais e avaliações médicas dos candidatos, estão demorando mais que o previsto. Muitos aprovados simplesmente dispensam sua vaga e outros nomes precisam ser publicados. O déficit seria de 40 veterinários e 300 técnicos.

Em relação aos postos fiscais, além da estruturação dos 31 já existentes, precisam ser instalados mais quatro – dois na divisa com São Paulo e dois na fronteira com a Argentina. Há necessidade de obras e adaptações antes de os servidores serem enviados a esses postos. Paralelamente, vêm sendo negociada parceria com o Mapa para definição de tarefas nas regiões de fronteira. O estado elabora plano em que promete assumir de vez a responsabilidade pela fiscalização sanitária. A estrutura federal ajudaria a encaminhar as cargas para os responsáveis pelo controle sanitário.

“Um dia o Paraná será livre da aftosa sem vacinação, mas não sabemos exatamente quando. Estamos fazendo todos os esforços possíveis para isso”, afirma o chefe da DSA.

Vacinação

Sobezak não descarta a realização de nova campanha de vacinação em novembro. A alternativa, que daria mais prazo para adaptações, deve ser discutida na próxima reunião do Conselho de Sanidade Animal (Conesa), prevista para o início de agosto. No encontro do final de junho, os pecuaristas disseram que, sem maior esclarecimento sobre as medidas que vêm sendo tomadas e o grau de risco que o Paraná vai assumir, não há condições de dispensar a imunização. Segundo as lojas agropecuárias que vendem vacinas, a decisão precisa ser tomada dentro de um mês para que haja tempo de o setor fazer encomendas à indústria e planejar a distribuição do medicamento. O estado tem mais de 9 milhões de bovinos e bubalinos para imunizar. Na última campanha, faltou vacina e a campanha teve de ser prorrogada por de 31 de maio para 12 de junho.


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