Agronegócio

Paraná responde por toda quebra de trigo no País

Por: -Victor Lopes
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Diferentemente da safra passada, produção foi bem no Rio Grande do Sul e expectativa é de alta de 8,9% no conjunto do País

O Paraná é o único responsável pela quebra de um milhão de toneladas de trigo no País, segundo informou nesta quarta-feira (09) a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em seu primeiro levantamento sobre a safra 2013/14. A perda justificada pelas geadas no Estado faz com que a expectativa de produção brasileira seja de 4,77 milhões de toneladas, com alta de 8,9% em comparação ao ano anterior. No País, a área de plantio do cereal cresceu 15,1%.


Do total de trigo produzido, 54,6% vêm do Rio Grande do Sul, 36% do Paraná e o restante dos demais estados produtores. A expectativa de colheita do trigo paranaense é de 1,71 milhão de toneladas, cerca de 18% a menos do que a safra passada, que fechou em 2,10 milhões de toneladas.

De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do Paraná (Seab), o potencial de produção estimado no momento do plantio era de 2,9 milhões de toneladas. A área utilizada neste ano foi maior: 977 mil hectares, crescimento de 25% em relação aos 782,3 mil hectares do ano anterior.


O técnico do Deral Carlos Hugo Godinho explica que o crescimento na produção brasileira não é significativo. Isso porque no ano passado quem sofreu com problemas de geada e chuvas na colheita foi o Rio Grande do Sul, perdendo quase metade da sua produção. Portanto, o evolução deste ano acaba sendo ilusória. "O Rio Grande do Sul está em recuperação e dessa vez foi o Paraná que teve problemas com as intempéries. Normalmente, é o nosso Estado que ocupa o primeiro lugar na produção", salienta Godinho.

O Brasil não é autossuficiente em trigo e a estimativa é que tenham de ser importadas 6,7 milhões de toneladas, 4,4% menos que a no ano anterior. Segundo o técnico do Deral, até junho boa parte desse trigo vinha dos Estados Unidos, muito mais caro em função da tarifa externa comum. "Em novembro a safra argentina deve começar a entrar no País e, inclusive, auxiliar nos ajustes de preços, que estão em patamares recordes".


Em setembro, o valor da saca de 60 kg da commodity chegou a R$ 50,86 no Estado. Neste mês os preços continuam atrativos, também ficando acima da casa dos R$ 50 em alguns momentos.

Até agora, a colheita paranaense já chegou a 46% da área total e as chuvas da semana passada não atrapalharam os triticultores. A colheita deve terminar entre o final de novembro e o início de dezembro.
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