Paraná vai apoiar produção de alimentos para atender populações vulneráveis

Agronegócio

Paraná vai apoiar produção de alimentos para atender populações vulneráveis

Compra Direta Paraná vai garantir a aquisição dos alimentos de quem produz
Por:
904 acessos

Compra Direta Paraná vai garantir a aquisição dos alimentos de quem produz

O Governo do Paraná vai apoiar a implantação e modernização de restaurantes populares a partir do ano que vem e a Secretaria da Agricultura, como gestora do Fundo Estadual de Combate à Pobreza, vai comprar alimentos de agricultores familiares e associações. Segundo o secretário Norberto Ortigara, o programa já tem o nome provisório de Compra Direta Paraná, e vai garantir a aquisição dos alimentos de quem produz e do outro lado distribuí-los a entidades que atendem pessoas carentes.

Outra ação prevista, ainda para este ano, é ampliar o banco de alimentos da Ceasa, que recolhe os produtos sem comercialização e distribui para quem precisa em situações de calamidade pública e também atendimento às famílias cadastradas no banco. “Em 2017 estaremos investindo cerca de R$ 20 milhões ao ano com a finalidade de melhorar as condições da população mais vulnerável, especialmente neste momento de crise econômica”. Outra frente de trabalho é a estruturação de pequenas agroindústrias familiares para transformação da produção e agregação de renda.

Dia mundial da alimentação

A garantia de uma alimentação de qualidade e em quantidade tem a ver com o desempenho do campo, e hoje, mais que produzir, o grande desafio é explorar o solo preservando os recursos naturais. Neste domingo (16) é celebrado o Dia Mundial da Alimentação, e o tema deste ano, escolhido pela FAO (Organização das Nações Unidos para Alimentação e Agricultura) é “O clima está mudando. A alimentação e a agricultura também”, numa alusão à necessidade de boas práticas agrícolas que preservem o meio ambiente.

Segundo o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, o Paraná é rico em experiências bem sucedidas de agricultura conservacionista, mas precisa melhorar ainda mais a capacidade de produzir alimentos seguros voltados para atender a população, especialmente os mais vulneráveis, com uma alimentação de qualidade.

Agricultura conservasionista 

O planejamento em microbacias, o plantio direto na palha, o manejo integrado de pragas e dos recursos naturais, a integração lavoura/pecuária/florestas formam a base de uma agricultura conservacionista praticada no Paraná. A Secretaria conduz atualmente 26 projetos estruturantes, implantados em seis grandes áreas regionais, englobando dez cadeias produtivas.

Entre os projetos, Ortigara destaca um novo foco que é o incentivo e apoio à produção de hortifrutigranjeiros em todas as regiões do Estado para atender ao mercado, aos programas institucionais e a alimentação escolar. “Queremos aumentar a produção nas áreas em torno de Londrina, Maringá e também no Sudoeste. A mudança de hábitos alimentares dos consumidores para uma vida mais saudável abre uma forte demanda para estes produtos”, diz Ortigara. Ele lembra ainda que o Paraná é o primeiro estado da federação a cumprir a lei da alimentação escolar, sendo o estado que mais aplica em proporção de sua densidade populacional.

Eixos estratégicos 

Os quatros eixos estratégicos trabalhados pela Secretaria estão relacionados diretamente com os objetivos aprovados pela Cúpula das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável: promover a qualidade de vida das populações urbanas e rurais; segurança alimentar para dar acessibilidade da população a alimentos necessários; melhorar a renda no campo; e explorar o solo utilizando boas práticas para o meio ambiente.

Segundo Roseli Pittner, presidente do Conselho de Segurança Alimentar do Paraná, neste mês de outubro diversas atividades estão programadas com o objetivo de conscientizar a população sobre as mudanças que estão ocorrendo com o clima, a alimentação e a agricultura. “O Núcleo Regional de Educação do município de Pitanga, por exemplo, estará desenvolvendo atividades nas escolas como cartazes, paródias, poemas, redações, desenho e músicas sobre este tema,” informa Roseli. Durante o mês de outubro o Coresan (Conselho Regional de Segurança Alimentar e Nutricional) de Ivaiporã, o Consórcio de Segurança Alimentar e Desenvolvimento Local (Consad), Paraná Centro, a Amocentro e o Território da Cidadania Paraná Centro estão mobilizando seus associados e colegiados para a promoção de diversas atividades com o objetivo de conscientizar a população sobre as mudanças que estão ocorrendo com o Clima, a alimentação e a agricultura.

Diversas entidades estão envolvidas com as ações de conscientização e alerta entre elas o Núcleo Regional de Educação de Pitanga e a Secretaria de Educação que estão desenvolvendo diversas atividades nas escolas como cartazes, paródias, poemas, poesias, redações, desenhos, charges, tirinhas e músicas. Após a elaboração serão escolhidos os 3 melhores trabalhos de cada escola.

Os selecionados farão parte da exposição de trabalhos apresentados no Encerramento das atividades que será no dia 9 de novembro em Pitanga no Seminário de Territorial sobre Segurança Alimentar e Nutricional com o tema: “O clima está mudando. A alimentação e a agricultura também”. Roseli Pittner, presidente do Consea/PR.

Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink