Agronegócio

Parque cafeeiro será mapeado

O mapeamento do parque cafeeiro, demanda antiga do setor produtivo de Minas Gerais, finalmente foi iniciado.
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O mapeamento do parque cafeeiro, demanda antiga do setor produtivo de Minas Gerais, finalmente foi iniciado. A expectativa é encerrar até dezembro o mapeamento dos 50 maiores municípios produtores do Estado e, ao longo de 2017, concluir o levantamento nos demais. Com os dados apurados, a expectativa é criar políticas públicas eficientes e contribuir para a redução da especulação na composição dos preços. Pelo levantamento, também será possível identificar as áreas com maior potencial produtivo, servindo de base para a formulação de mecanismos que incentivem a expansão da atividade. O investimento no projeto é de R$ 6,4 milhões.
 
De acordo com o coordenador técnico estadual de Planejamento e Gestão da Empresa de Assistência Técnica do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), Edson Spini Logato, o mapeamento será feito com base nas imagens do Google Earth.
 
“Vamos mapear os polígonos de glebas de café em todos os municípios produtores, que são 470 em Minas Gerais. As análises começaram há um mês e nossa meta é mapear, primeiro, os 50 municípios maiores produtores até dezembro. Estas unidades correspondem a 50% da produção do Estado”, explicou.
 
Ainda segundo Lobato, nesta fase do projeto serão mapeadas áreas produtivas principalmente do Sul de Minas e do Alto Paranaíba. O mapeamento será baseado nas imagens do Google Earth que, por serem bem definidas, permite a visualização das áreas de cafés.
 
Todas as imagens captadas serão comparadas com as geradas pelos satélites Landsat8, Rapid Eye e Cbrs, que apesar de terem menor nitidez são atualizadas com maior frequência que o Google Earth.  
 
“Após a etapa que avaliará as imagens, os técnicos da Emater-MG irão ao campo visitar as unidades e aferir o mapeamento. Com todos os dados levantados, vamos calcular as áreas plantadas do municípios e ter dados mais efetivos da produção estadual”, disse Logato.
De acordo com as informações da Emater-MG, para fazer o mapeamento, a instituição firmou convênio com a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), no valor de R$ 4 milhões, para compra de veículos, drones softwares, tablets, computadores, impressoras e notebooks.
 
Também foi assinado convênio com a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, parceiras no trabalho. O convênio conta com a contrapartida da Emater-MG e Epamig, no valor de aproximadamente R$ 2,4 milhões, representados por horas de trabalho dos técnicos. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Embrapa também são parceiras do projeto.
 
Grãos especiais - “O mapeamento é muito importante para o setor. Minas Gerais é o maior produtor de café e não temos certeza da real produção, que é calculada com base em estimativas. Trabalhando com as estimativas, ficamos sujeitos às especulações em torno da safra por países compradores, que podem especular safras muito maiores que a realidade e que impactam de forma negativa na formação dos preços. Quando tiver a área precisa poderemos contra-argumentar”.
 
Logato destaca que, a partir do mapeamento das áreas de café, será possível identificar as regiões onde são produzidas as bebidas especiais. As amostras serão enviadas para análise pelas comissões dos concursos de qualidade dos cafés promovidos pela Emater-MG. Com isso, será possível desenvolver um mecanismo para estimular outros cafeicultores a investir no grão de alto padrão, já que a região possui potencial.
 
Outro objetivo é levantar os custos de produção, que servem de base para a formulação de políticas públicas, como a definição dos preços mínimos, por exemplo. A definição dos custos também é importante para avaliar a rentabilidade gerada pela produção.
 
“Ao mapear as áreas, também vamos levantar a produtividade, que hoje é feita de forma subjetiva. Pretendemos elaborar uma metodologia própria para chegarmos o mais próximo possível à realidade”, disse Logato.
 
A identificação de áreas com aptidão também será feita pelo mapeamento. A tendência é que a produção do café cresça em áreas onde será possível o uso da mecanização, principalmente na colheita, onde o custo com a mão de obra é muito elevado.
 
O objetivo, após a conclusão do projeto, previsto para 2017, é criar um geo portal, onde todas as informações sobre a produção mineira de café serão disponibilizadas.

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