Pecuaristas avaliam dados divulgados pela Acrimat
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Agronegócio

Pecuaristas avaliam dados divulgados pela Acrimat

Entidade aponta retomada dos patamares de abate de 2008 para daqui a 3 anos
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Entidade aponta retomada dos patamares de abate de 2008 para daqui a 3 anos

Os pecuaristas matogrossenses avaliam as previsões feitas pela Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat). Dados apontam que nos próximos 3 anos as ofertas de boi gordo retome os mesmos patamares de 2008, quando foram abatidos 4,644 milhões de cabeças de machos. “Com cada um fazendo sua parte, retomaremos os patamares de oferta de 2008 macho”, ressalta o pecuarista de Mirassol D’Oeste, Eraldo de Arruda Silva.


O pecuarista de Tangará da Serra, José Renato Meirelles, conta que tem investido na redução do ciclo de reprodução. “Diminuímos de 24 para 18 meses”. Ele diz ainda que tem percebido a mesma atitude em seus vizinhos. Os produtores rurais estão buscando novas tecnologias e melhoramento genético para garantir maior produtividade e melhor qualidade.

Assim como José Renato, o pecuarista do Pantanal, Cristóvão Afonso da Silva, acrescenta que até bem pouco tempo atrás as fêmeas tinham a primeira cria com 48 meses. “Já temos fêmeas parindo com 30 meses no Pantanal, considerado o berçário da pecuária mato-grossense. Isso é uma evolução muito grande para o setor”.


Por outro lado, os produtores estão apreensivos com os embargos nas exportações e o fechamento de algumas plantas frigoríficas.

Outra reclamação de Cristóvão é com relação ao elo do varejo, da cadeia produtiva da carne. “Se houvesse redução de preço para o consumidor final, o consumo aumentaria e, isso é importante para toda a cadeia”.

De acordo com os dados da Acrimat, em 2007 foram abatidos 4,755 milhões de machos. A projeção é de que em 2014 o estoque de machos chegue a 4,614 milhões, um aumento de 16,8% com relação a oferta de 2011.

De acordo com o superintendente da Acrimat, Luciano Vacari, a queda na oferta de animais machos começou em 2008 em decorrência do grande abate de fêmeas. Em 2011, a queda atingiu o pior momento quando somente
3,950 milhões de cabeças de boi gordo foram abatidos.

Por outro lado, em 2011 o abate total de bovinos em 2011 cresceu 12,4%. Foram abatidas 4,871 milhões de cabeças contra 4,333 milhões em 2010. No ano passado 44,6% dos animais abatidos foram fêmeas e no ano anterior o percentual foi de 34,2%. O maior registro nos últimos 9 anos foi em 2006, quando 49,4 % do abate foi de fêmeas.

O nascimento de bezerros caiu 3,5% de 2010 para 2011 e o rebanho de fêmeas aumentou de 2009 para 2010 de 4,7%. A queda no nascimento de bezerro foi conseqüência da seca, morte de pastagem, cigarrinhas e outros fatores que diminuíram a oferta de alimentos, mas, o descarte de fêmeas poderia ter sido ainda maior, pois a função da vaca e procriar e vaca vazia tem que ir para o abate.


Segundo dados do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea), e levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o rebanho total de Mato Grosso cresceu 1,4% de
2010 para 2011. O rebanho de fêmeas subiu 1,2% e o de machos 1,8%. O estoque de machos disponíveis para 2012 é maior que 2011, mas, menor que 2010. A análise que a Acrimat faz é de que este ano será bem diferente
dos outros e o mercado vai depender mais da demanda do que da oferta. A projeção dos próximos 3 anos para o consumidor final continua a mesma: ele esta nas mãos do varejo e não do produtor. Nos últimos 6 anos
o preço médio pago pela arroba do boi gordo no Estado de Mato Grosso acumulou uma valorização de 79,19% e no varejo o preço da carne vendida ao consumidor final teve um aumento de 186,75%. (Com Assessoria)

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