Pecuaristas gaúchos investem na melhoria do leite e derivados

Agronegócio

Pecuaristas gaúchos investem na melhoria do leite e derivados

Com esse ganho, preços dos produtos ficam mais competitivos no mercado
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Com esse ganho, preços dos produtos ficam mais competitivos no mercado

Agência Sebrae de Notícias - Para aumentar a produtividade e elevar o faturamento dos produtores de pequenas propriedades, o Sebrae no Rio Grande do Sul desenvolve há um ano o projeto Setor Lácteo do Noroeste Gaúcho. O trabalho, que tem como foco a melhoria dos índices sanitários, é realizado com 169 produtores familiares que têm como principal atividade a produção leiteira.

No projeto, são desenvolvidas ações como o curso D’Olho na Qualidade Total Rural, no qual 137 propriedades participaram de aulas e consultorias tecnológicas de adequação ambiental das propriedades para conseguir o licenciamento da atividade de produção leiteira. “A proposta é profissionalizar a agropecuária e enfrentar desafios como aumento de produção com menos recursos, respeito ao meio ambiente e produtos de qualidade a preços competitivos”, destaca a gestora do Sebrae no Rio Grande do Sul, Eloísa Muxfeldt Arns.

Maior lucro

Os esforços resultaram no aumento do preço do litro pago ao produtor em função das melhorias no leite oferecido para a indústria, que tem remunerado por quesitos de qualidade. “O produtor é premiado pela qualidade da sua oferta”, afirma Eloísa. Segundo ela, a indústria tem interesse em pagar mais, desde que receba um produto diferenciado.

Jair da Silva Mello, gerente de Suprimento da fábrica de laticínios da Cooperativa Central Gaúcha Ltda (CCGL), instalada no município de Cruz Alta, afirma: “Quando recebemos um leite de boa qualidade, pagamos de 20 a 25% a mais para o produtor”. Ele informa que é analisada, entre outros itens, a quantidade de células somáticas e de bactérias no produto.

A CCGL tem capacidade de industrializar 1 milhão de litros de leite por dia. Além de vender leite em pó para todo o Brasil, ela exporta para mais cinco países da América Latina, África e Ásia, mas está apta para atender até 50 países. A indústria trabalha com matéria-prima fornecida por 8,6 mil produtores associados de 23 cooperativas do Rio Grande do Sul. Para o gerente, as mudanças propostas pelo trabalho do Sebrae mudaram os horizontes da produção de leite no estado.

Com a assistência do Sebrae no estado também são trabalhados o manejo dos dejetos dos animais e a destinação dos restos de produtos veterinários, itens que podem prejudicar o meio ambiente. “É um investimento considerado baixo para um bom retorno. Porém, o mais importante é a conscientização sobre a preservação da natureza”, conclui.

Enio Sadi Thiecher trabalha na produção de leite há mais de 30 anos. Em setembro, ele recebeu a visita do consultor do Sebrae e foi orientado a melhorar as instalações de sua propriedade e se adequar a todas as exigências ambientais. “As nossas instalações ainda são bem antigas e eu preciso progredir para me manter no mercado”, avalia Enio, que produz diariamente 500 litros de leite em sua propriedade.

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