Pequenos inimigos geram grandes prejuízos
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Imagem: Divulgação

MILHO

Pequenos inimigos geram grandes prejuízos

Lagartas podem comprometer até 40% da produção
Por: -Eliza Maliszewski
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Inimigos pequenos, com menos de 3 cm de tamanho, mas que podem impactar em perdas de mais de 40 milhões de toneladas na produção de milho. São quatro espécies que mais impactam: a lagarta-elasmo, a lagarta das folhas, a larva alfinete e, a mais comum, a lagarta do cartucho.

Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) estudos mostram que apenas a lagarta do cartucho pode causar prejuízos médios de 20% à produtividade, já tendo alcançado 40% de perda de produção em algumas regiões. Levando em consideração que o Brasil produz em média 100 milhões de toneladas de milho, as perdas podem ser comprometedoras. Em valor, o prejuízo superaria R$ 750 milhões.

Com a perda os maiores impactos são sentidos nos preços de outras cadeias que dependem do cereal como bovinos, aves e suínos, afetados pela ração e, consequentemente, para os consumidores destas proteínas. "O prejuízo não seria apenas dos agricultores, mas de toda a população", explica Julio Borges, presidente do Sindiveg.

As lagartas se reproduzem de forma rápida. A lagarta das folhas pode depositar até 1.000 ovos e a lagarta do cartucho chega a depositar até 100 ovos de uma única vez. Como o desenvolvimento dessas pragas é rápido, em pouco tempo elas se disseminam pela plantação e atacam em diversos momentos do desenvolvimento da cultura: desde o início do plantio (como a lagarta elasmo) até a hora da colheita (larva alfinete).

O combate é feito com defensivos agrícolas como os inseticidas. Antes de chegar ao mercado os produtos passam por um rigoroso processo até sua liberação e comercialização. São anos de testes para comprovar sua segurança, tanto para quem aplica quanto para quem consome os alimentos e, também, para o meio ambiente, além de possuírem eficiência cientificamente comprovada. 
 


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