Perda com estiagem ainda é grande incógnita na soja
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Agronegócio

Perda com estiagem ainda é grande incógnita na soja

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"Os números até aqui divulgados não refletem a realidade desta safra, cujos prejuízos continuam sendo um grande ponto de interrogação". A afirmação é do presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, em avaliação feita durante reunião da Sociedade Rural do Oeste, a pedido do presidente Valdir Lazarini.

Segundo Dilvo, as estimativas oficiais de quebra no Paraná, que eram da ordem de 5 a 7% já foram extrapoladas. "Na região limítrofe ao lago de Itaipu, 80% da safra já foi colhida e a quebra tem alcançado 40%. No Oeste como um todo, devemos ter perdido 20% da safra. No Estado, a falta de chuvas deve representar algo próximo a 2 milhões de toneladas perdidas.

Ainda de acordo com o líder cooperativista, o cenário de frustração de colheita se estende é generalizado. "O Rio Grande do Sul e Santa Catarina também contabilizam prejuízos em razão da estiagem, enquanto o Mato Grosso, maior produtor brasileiro da oleaginosa, enfrenta excesso de chuvas no período de colheita", observa.

O mesmo quadro se estende ao Paraguai e Argentina. Pior do ponto de vista global: esta quebra sucede a frustração norte-americana, responsável por prejuízos da ordem de 15 milhões de toneladas e acontece num momento extremamente delicado para o abastecimento mundial. "Os estoques mundiais nunca estiveram em níveis tão críticos. Já existe previsão de que os próprios Estados Unidos serão obrigados a importar soja para consumo interno, em meados deste ano", diz.

Embora o mercado internacional ainda não tenha sido impactado pela realidade recente da safra latino-americana, a quebra norte-americana e a demanda mundial aquecida fizeram com que as cotações na Bolsa de Chicago registrassem elevação de 60% no período de fevereiro de 2003 a fevereiro de 2004. "Mas esta variação acabou não se refletindo integralmente no bolso do produtor brasileiro. A desvalorização do dólar, aumento dos fretes internos e marítimos absorveram boa parte deste impacto", observa Dilvo Grolli.


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