Perdas na soja podem chegar até R$ 1 bilhão no oeste do PR

Soja

Perdas na soja podem chegar até R$ 1 bilhão no oeste do PR

Na região de Toledo, que atende mais 20 municípios, já são 12% de campos cultivados
Por: -Aline Merladete
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As altas temperaturas conciliadas à falta de chuva que anteciparam em cerca de 20 dias o ciclo da soja na safra de verão 2018/2019 potencializando a colheita da oleaginosa em duas semanas antes do ideal e assim outros reflexos para o campo.  Segundo dados do Deral (Departamento de Economia Rural) da Seab (Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento), somente no núcleo regional de Cascavel, em 28 municípios, 22% da área que deverá ser destinada ao milho na safra de inverno já foi semeada. Na região de Toledo, que atende mais 20 municípios, já são 12% de campos cultivados. Se a queda na produção de 20% for concretizada, as perdas somarão R$ 1 bilhão somente no oeste, que foi o mais castigado, porque plantou mais cedo. 

O milho safrinha, que é semeado na região a partir do fim de janeiro e nos primeiros dez dias de fevereiro, já foi cultivado e com plantas já formando espigas. Situação bem diferente da vivida ano passado, quando o Ministério da Agricultura precisou ampliar em dez dias o zoneamento devido ao atraso da semeadura causado pela demora para o cultivo da soja.

Na prática, como a área deve ser 7% maior neste ciclo para o milho se comparado à safrinha de 2018, chegando a 758 mil hectares, em torno de 120 mil hectares já foram plantados nos últimos dias. O aumento de área pode ser considerado uma reposição de espaço. Isso porque, ano passado, muitos produtores não tiveram tempo hábil para cultivar o milho e precisaram migrar para o trigo.

Com janelas de produtividade, que podem variar de 5,6 mil a 6,4 mil quilos e em Cascavel de 5,9 mil a 6,9 mil quilos por hectare, onde está a maior produtividade por área em todo o Paraná, o oeste poderá cultivar neste ciclo em torno de 5 milhões de toneladas, 1 milhão a mais do registrado em 2018. De acordo com o analista em milho do Deral, os espaços cultivados só não são maiores porque não tem chovido com regularidade. Se as chuvas se regularizarem nesta semana e a colheita da soja avançar, acreditamos que avançaremos muito mais no plantio, não apenas no oeste, mas em todo o Paraná, onde a semana iniciou com 9% das áreas já cultivadas.

Em todo o Paraná, são esperadas 12,7 milhões de toneladas de milho, volume 38% maior que em 2018, quando fatores climáticos provocaram perdas no campo. “Esses são números inicialmente esperados, mas ainda podem mudar e, para se confirmarem, quanto à produção e à produtividade, é preciso que os fatores climáticos contribuam também”, explica o analista do em milho Edmar Gervásio.

Os  números ainda não refletirão a quebra de todo o ciclo. No oeste, onde o clima seco e quente forçou a antecipação da colheita em cerca de duas semanas, até a semana passada 60% da área já havia sido colhida na região de Toledo e 21% na região de Cascavel. “As chuvas que ficaram um pouco mais regulares nos últimos dias até ajudaram a amenizar um pouco a condição das lavouras, mas o oeste é o mais castigado, com as maiores perdas do Paraná”, adianta o economista Marcelo Garrido, do Deral, sem citar percentuais de redução.

Em todo o Paraná foram cultivados 5,46 milhões de hectares e até a semana passada em torno de 12% haviam sido colhidos.
 


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