Perspectivas das exportações brasileiras de frutas é tema de palestra na CEAGESP-SP
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Agronegócio

Perspectivas das exportações brasileiras de frutas é tema de palestra na CEAGESP-SP

O tema foi debatido pelo assessor técnico da Comissão Nacional de Fruticultura da CNA
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Os fruticultores podem festejar 2015. As perspectivas são positivas, pois o ano vai acabar com aumento em valor e volume nas exportações de frutas frescas e processadas. Essa é a perspectiva da Comissão Nacional de Fruticultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A situação atual e expectativas das exportações brasileiras do setor foram temas de palestra durante o Seminário de Certificação e Mercado de Goiaba de Mesa, realizado pela Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP), no dia 24/11.

Segundo o assessor técnico da Comissão da CNA, Eduardo Brandão, responsável por ministrar a palestra, hoje o Brasil é o 3º maior produtor mundial de frutas, com 43,6 milhões de toneladas na safra de 2013/14 e mais de 20 bilhões de reais de valor agrícola bruto; com uma exportação de aproximadamente 3% de sua produção. “O cenário mostra boas perspectivas para o fechamento deste ano, com um número maior de exportações de frutas frescas e processadas”, afirmou.  O técnico da CNA ressaltou que dados da Secretaria Executiva do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, (SECEX/MDIC), mostram que às exportações do setor de goiaba têm uma previsão de crescimento de 18,1% para 2015, em valor e volume exportado.
 
Brandão observou também que, em 2014, a balança comercial das exportações de frutas frescas obteve saldo positivo de 152 milhões de dólares. “Isso devido ao Brasil exportar o produto com qualidade, pois o mercado externo é exigente”, frisou. O assessor acrescentou que 79% dessa produção é exportada para União Europeia.  As frutas que mais saem do país são: melão, manga, banana, maçã, limão, uva, melancia, mamão, laranja e abacate. “Apesar dos bons números, ainda há entraves para o crescimento da produção, uma vez que apenas pequena parte dos produtores consegue atender as exigências do mercado externo; além da oscilação cambial, barreiras tarifárias e sanitárias”.

Apesar da grande produção no Brasil, ainda é considerável o número de importações de algumas frutas. Segundo estimativas do sistema de análise AliceWeb do MDIC, as importações de 2015 terão um aumento de 5%, em relação a 2014. Os produtos mais importados são: pera, uva, maçã, pêssego, kiwis, ameixa, cereja e coco. Para reverter esse quadro, é preciso enfrentar alguns entraves, observou o assessor técnico: qualificar a mão de obra, realizar um manejo correto, melhorar os créditos para investimento de custeio nas lavouras e investir na logística dos transportes.

Eduardo Brandão finalizou sua palestra falando dos desafios que o setor precisa enfrentar para melhorar ainda mais sua competitividade. De acordo com ele, é preciso conquistar novas fronteiras, investir em propagandas e promoção de produtos, planejar a produção, reduzir os custos de produção e pesquisar as preferências e cultura dos países o qual a fruta será exportada. “Também não se pode esquecer que hoje a tendência mundial é investir em sustentabilidade, cuidando do meio ambiente, segurança alimentar e responsabilidade social”, descreveu.


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