Pesquisador elabora guia para análise da polpa de açaí

Agronegócio

Pesquisador elabora guia para análise da polpa de açaí

Para fazer o download é necessário apenas preencher um cadastro disponível na página
Por: -Janice
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Já está disponível para download na página da Embrapa Instrumentação Agropecuária o guia prático produzido pelo Laboratório de Instrumentação em Pós-colheita (LIPCo) com orientações para análises da polpa de açaí. Elaborado pelo pesquisador José Dalton Cruz Pessoa e estudantes de pós-graduação orientados por ele, a publicação foi desenvolvida em virtude da necessidade de um documento simples e didático contendo seis protocolos de análises da bebida de açaí que possam ser utilizados nos laboratórios de controle de qualidade das indústrias, em laboratórios de pesquisa ou no desenvolvimento de novos produtos. O laboratório trabalha com um programa de estudo da cadeia do açaí envolvendo projetos sobre a anatomia do fruto, tempo de vida útil, métodos de análise da bebida, técnicas de processamento e o aproveitamento do resíduo da agroindústria.

O “Protocolo de análises para polpa de açaí: um guia prático de consulta”, além de estar disponível no endereço http://www.cnpdia.embrapa.br/livroacai.phppara  ser baixado gratuitamente, também será distribuído a institutos de pesquisa e unidades da Embrapa que desenvolvam pesquisa com açaí. Para fazer o download é necessário apenas preencher um cadastro disponível na página.

De acordo com o pesquisador, os protocolos foram desenvolvidos a partir de métodos amplamente difundidos na literatura e tem aplicação em diferentes fases da cadeia produtiva, como no processamento, transporte e armazenamento da polpa, e no desenvolvimento de novos produtos.

As informações contidas no Protocolo 1 são para medir o teor de antocianinas totais, um dos principais antioxidantes da bebida de açaí. O Protocolo 2 ajuda a determinar o teor de Polifenóis totais, que incluem as antocianinas. O Protocolo 3 mede a atividade da Polifenoloxidase e Peroxidase, duas enzimas responsáveis pela redução do tempo de prateleira da bebida. O Protocolo 4 auxilia na medida da atividade antioxidante, uma das principais características do açaí. O Protocolo 5 é um importante apoio na identificação e quantificação das antocianinas por cromatografia, especialmente relevante no desenvolvimento de novos produtos. Finalmente, o Protocolo 6 ajuda o pesquisador a medir o teor de açucares redutores e totais.

Pessoa lembra que em 2000, o MAPA publicou no Diário Oficial da União a Instrução Normativa nº 01, de 7 de janeiro, na qual classifica o açaí de acordo com o teor de sólidos totais: acima de 14% para o açaí grosso, 11% a 14% para o médio e entre 8% e 11% para o fino.

“A popularização dos protocolos para quantificação de outras propriedades da bebida auxiliará a comunidade a definir mais precisamente a identidade, ou identidades do produto”, assegura.

Consumo do açaí

O consumo do açaí começou a ser ampliado no final da década de 1990 com a industrialização e congelamento da polpa vendida aos mercados nacional, principalmente nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, e internacional. A procura crescente pelo produto deve-se ao fato do poder antioxidante dos compostos fenólicos, entre eles, as antocianinas. O pesquisador afirma que esse aumento da demanda traz também a necessidade de métodos de monitoramento da qualidade, tanto do produto a ser consumido in natura quanto do produto a ser reprocessado.

Conforme dados da publicação “Sistemas de Produção” da Embrapa Amazônia Oriental, as atividades de extração, transporte, comercialização e industrialização de frutos e palmito de açaizeiro são responsáveis pela geração de 25 mil empregos diretos e geram anualmente mais de R$ 40 milhões em receitas. Estima-se que no Rio de Janeiro sejam consumidas 500 toneladas mensalmente, 150 toneladas em São Paulo e outras 200 toneladas nos demais estados brasileiros. As informações são da assessoria de imprensa da Embrapa Instrumentação Agropecuária.


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