Pesquisadora estuda extração de compostos bioativos da folha da gravioleira

Agronegócio

Pesquisadora estuda extração de compostos bioativos da folha da gravioleira

O trabalho foi defendido no Programa de Pós Graduação em Engenharia de Alimentos pela Universidade Estadual de Campinas.
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A pesquisadora Ingrid de Moraes apresentou na última quarta-feira (5) sua tese de doutorado intitulada: "Extração de compostos bioativos da folha da gravioleira (Annona muricata L.) e concentração dos extratos por ultra e nanofiltração". O trabalho foi defendido no Programa de Pós Graduação em Engenharia de Alimentos pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

O objetivo da tese foi otimizar o processo de extração de compostos fenólicos e de acetogeninas anonáceas da folha de gravioleira, obtendo um extrato rico nesses compostos e com elevada capacidade antioxidante. As acetogeninas anonáceas são uma classe de compostos naturais com ampla atividade biológica. Na gravioleira, estes compostos são encontrados nas folhas, no caule, na casca e nas sementes. O trabalho avaliou também o emprego de tecnologia de filtração com membranas seletivas (ultrafiltração e nanofiltração) na separação e concentração desses compostos, obtendo frações enriquecidas e semi-purificadas.

Conforme explica a pesquisadora, muitos componentes bioativos têm sido encontrados na gravioleira, e suas propriedades têm sido pesquisadas há mais de 40 anos. Estudos fitoquímicos e farmacológicos das espécies de anonáceas têm se intensificado nos últimos anos, o que está associado à descoberta das acetogeninas anonáceas.

O interesse vem sendo motivado por estudos clínicos que apontam a toxicidade seletiva das acetogeninas anonáceas da gravioleira contra vários tipos de células cancerígenas, inclusive as resistentes a multidrogas. Esses compostos também apresentam atividade antimalária, pesticida, inseticida, anti-helmíntica, antiespasmódica. A folha da gravioleira também é rica em compostos antioxidantes e atribui-se esta característica aos compostos fenólicos, que formam o maior grupo de antioxidantes extraído de vegetais, neutralizando a reatividade de radicais livres por meio da doação de um átomo de hidrogênio.

Ingrid Moraes diz que apesar dos inúmeros estudos de caracterização, aplicação e dos mecanismos de ação in vitro e in vivo dos compostos bioativos da folha da gravioleira, não há na literatura trabalhos sobre o estudo de técnicas de extração e concentração dos compostos de interesse com aplicação industrial, visando a produção de fitoterápicos ou suplementos alimentares de maneira segura para o consumo humano.

A pesquisadora ressalta que o interesse por terapias naturais e pelo consumo de alimentos, bebidas e suplementos alimentares contendo compostos bioativos tem aumentado significativamente nos países industrializados e encontra-se em expansão a busca de matrizes vegetais como fonte desses compostos.


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