Pesquisadores debatem respostas químicas das plantas ao ataque de pragas

Agronegócio

Pesquisadores debatem respostas químicas das plantas ao ataque de pragas

As pesquisas mundiais que estudam as respostas das plantas ao ataque de insetos podem trazer importantes contribuições para pesquisas nas áreas de resistência a insetos
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O que o algodão, o milho, o tomate, o arroz e a soja têm em comum? "Todas são culturas que emitem substâncias voláteis que atraem os inimigos naturais das pragas que se alimentam delas", explica o pesquisador José Maurício Bento, da Escola Superior de Agricultura Luis de Queiroz (Esalq), que apresentou palestra nessa terca-feira (02-10) durante o 5º Encontro Brasileiro de Ecologia Química, que está sendo promovido pela Embrapa Soja de Londrina (PR).

Segundo Bento, as pesquisas mundiais que estudam as respostas das plantas ao ataque de insetos podem trazer importantes contribuições para pesquisas nas áreas de resistência a insetos. "É um campo da ciência relativamente novo. Os países que estão na frente começaram a obter os primeiros resultados na década de 90. No Brasil, os principais grupos de pesquisa começaram a atuar principalmente a partir do ano 2000", revela.

O pesquisador mostrou que a interação planta-inseto é bastante complexa. "Os organismos vivos emitem sinais bastante sofisticados. Há respostas químicas entre as plantas e os insetos. Também há comprovações de sinais entre plantas vizinhas e até entre plantas de outras famílias, em respostas ao ataque de pragas", explica. As raízes de algumas plantas, por exemplo, quando sofrem o ataque de larvas, como a da vaquinha (praga comum no milho, entre outras culturas), emitem substâncias que atraem nematóides benéficos, que se alimentam da larva.

Segundo o pesquisador, essas informações são um "grande trunfo" nas mãos dos cientistas, que podem trabalhar para melhorar os mecanismos de defesa das plantas, por meio de melhoramento genético, além das técnicas de manejo, de monitoramento de pragas e desenvolvimento de alternativas de controle biológico", destaca. As informações são da assessoria de imprensa da Embrapa Soja.


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