Pesquisadores discutem soluções para erosão no Paraná
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Agronegócio

Pesquisadores discutem soluções para erosão no Paraná

O projeto atende a uma demanda de todo o Estado, por pesquisas de campo que abordem os temas da erosão
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O Iapar realizou na sexta-feira (24) reunião com pesquisadores e professores convidados, para retomada das pesquisas de campo sobre erosão e terraceamento em sistemas de plantio direto (SPD). Definiu-se um grupo de trabalho multidisciplinar e interinstitucional, que será responsável por um projeto de longo prazo – para os próximos 20 anos -, com o objetivo de apresentar soluções para o problema, de acordo com as particularidades de cada região paranaense.

O pesquisador do Iapar em Paranavaí, Jonez Fidalski, espera que até quinta-feira (30), seja concluída a primeira fase do projeto, que consiste na verificação e adequação das metodologias existentes, e a formulação de um projeto piloto, que será executado em Londrina.

“Vamos iniciar em Londrina, para adequar as metodologias desenvolvidas no Iapar, na UEL (Universidade Estadual de Londrina) e na UEM (Universidade Estadual de Maringá). O objetivo é retomar os estudos desenvolvidos no Iapar, nas décadas de 70 e de 80. Temos que estruturar esse projeto e, depois de ajustá-lo, podermos ampliá-lo para as demais regiões do estado, em diferentes características de clima e de solo”, afirma Fidalski.

O pesquisador ressalta que o projeto atende a uma demanda de todo o Estado, por pesquisas de campo que abordem os temas da erosão, da perda de solos e de água, e do terraceamento em SPD, e está aberto, também, a contribuições de outras instituições em seu desenvolvimento.

“Serão colhidos dados reais sobre a perda de solos e de água. Esse projeto vai servir para sabermos se os espaçamentos e recomendações entre terraços estariam adequados”, esclarece Fidalski. “O projeto está sendo desenvolvido a partir do Boletim Técnico, resultante da demanda de vários segmentos da agricultura do Paraná, de retomar as pesquisas para reduzir a erosão em SPD”.

Ele explica que, com o avanço do SPD, expandiu-se, também, a ideia de que apenas este sistema seria suficiente para evitar a erosão dos solos e que o terraceamento já não era mais necessário. Este conceito, entretanto, mostrou-se equivocado ao longo dos anos. “Isso fez com que a erosão se tornasse mais evidente no estado, devido às chuvas que ocorreram nos últimos anos. Então há a demanda por essa retomada das pesquisas. O objetivo é desenvolver e manter o SPD com qualidade, considerando-se o terraceamento como prática complementar à rotação de culturas para manutenção da cobertura do solo com palha, as quais aumentam a infiltração da água e reduzem a perda de solo”, completa Fidalski.

PROJETO – O pesquisador do Grupo de Plantio Direto do Iapar, Rafael Fuentes, conta que um dos objetivos para a elaboração do projeto-piloto em Londrina é a apresentação da proposta de pesquisa ao CNPq, por meio do edital 22/2010 do Repensa (Redes Nacionais de Pesquisa em Agrobiodiversidade e Sustentabilidade Agropecuária), e também ao Sepac-Iapar, para que ela seja desenvolvida com recursos próprios ou com captação de fontes financiadoras.

Responsável por apresentar alternativas de rotação de culturas em plantio direto, Fuentes afirma que foi definida a elaboração de uma proposta mínima, com o objetivo de estudar quatro sequências culturais de inverno e verão, comumente utilizadas em áreas agrícolas do Paraná, com três repetições. “Nelas, serão avaliados indicadores de qualidade física e química do solo, e as perdas de água, solo e nutrientes por erosão hídrica, além de investigar a existência de limites críticos de comprimento de declive, para subsidiar o cálculo do espaçamento entre terraços agrícolas em áreas manejadas sob semeadura direta”, descreve.


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