Phibro fatura US$ 100 milhões e prevê crescer 40% ao ano

Agronegócio

Phibro fatura US$ 100 milhões e prevê crescer 40% ao ano

Para isso, prevê investimentos de US$ 1 milhões na ampliação da sua unidade de Bragança Paulista
Por: -Daniel Popov
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A Phibro Saúde Animal, subsidiária brasileira da norte-americana Phibro Animal Health Corporation, projeta crescer entre 30% e 40% ao ano até 2013 no segmento de bovinos. Isso representará um salto de US$ 3 milhões de faturamento no segmento em 2009 para US$ 25 milhões dentro de 3 anos. Para isso, prevê investimentos de US$ 1 milhões na ampliação da sua unidade de Bragança Paulista, além de aplicação de recursos no valor de US$ 1,5 milhão, entre 2009 e 2011, na área de pesquisa e desenvolvimento, tanto da linha de produtos já existentes, com testes de campo para demonstrar a viabilidade econômica da operação, como em pesquisa de novos produtos a partir de associações de moléculas que, segundo a empresa, vão oferecer resultados ainda melhores.

Para o ano fiscal atual, que vai até junho de 2011, a Phibro prevê faturamento em suas operações no Brasil (mercado interno e exportações) no valor de US$ 100 milhões. "Deste total, US$ 29 milhões serão através de negócios no mercado brasileiro", disse Stefan Mihailov, diretor-geral da Phibro Brasil. "O setor de bovinos representa cerca de 15% atualmente, com um faturamento de US$ 4 milhões a US$ 4,5 milhões. Com o crescimento que estamos prevendo, chegaremos em 2013 com o segmento equilibrado com suínos e aves, representando 50% dos nossos negócios no País." Atualmente produtos voltados para suinocultura e avicultura respondem por 85% do faturamento da Phibro no Brasil.

Mihailov acredita ser possível ter um crescimento entre 7 e 8 vezes no setor de bovinos nos próximos anos devido ao crescimento tanto do mercado interno como da demanda mundial por proteínas animais. Por isso os investimentos tanto em ampliação na produção como em pesquisas e pessoal. "É um investimento importante na nossa estruturação no setor de bovinos, nossa aposta de crescimento nos próximos anos, com lançamento de conceitos novos de produtos para uso no pasto e que vai trazer a necessidade de estarmos mais estruturados, portanto vamos dobrar nossa equipe e estamos desenhando esse crescimento de 7 a 8 vezes do faturamento em 3 anos. Bovinos representam hoje 15% do faturamento da Phibro no Brasil e vai representar 50% daqui a 3 anos. Então vai equilibrar o faturamento com aves e suínos", garantiu.

Atualmente, a Phibro tem duas operações de produção no Brasil. Segundo Mihailov, são unidades "bastante importantes, inclusive dentro do nosso segmento temos a única empresa que fabrica o antimicrobiano Virginiamicina no mundo". "Nós temos uma fábrica, em Guarulhos, que produz a Virginiamicina que é de biotecnologia. Outra fábrica, em Bragança Paulista, que é de química fina, onde fabricamos antimicrobianos e produtos para controle da coccidiose em frango, que são os anticoccidianos", disse. Além disso, o grupo possui duas operações comerciais no País: uma voltada para bovinos, e outra, para suínos e aves.

Para Mihailov, o grupo mundial, que projeta faturar cerca de US$ 600 milhões no atual ano fiscal, tem uma atenção especial no Brasil. "Recentemente inauguramos um laboratório de controle de qualidade e desenvolvimento, em Guarulhos", lembrou. "Foi um investimento de US$ 3,5 milhões e, no ano passado, fizemos a aquisição, em nível mundial, de uma empresa de biológicos, para a agricultura, que é a Abic".

Diante da aposta no Brasil, Mihailov acredita que será possível manter um crescimento elevado nos próximos 3 ou 4 anos em bovinos e manter o crescimento sustentável, de acordo com o potencial de mercado, em suínos e aves, "que estão bastante maduros do ponto de vista de mercado, com a adoção de tecnologia". "Nossa pauta é realmente em bovinos, e esse crescimento médio, de 30% 40% ao ano está nos nossos planos para os próximos 3 anos", reafirmou.

O projeto de crescimento, focado em bovinos, está ligado à adoção da Virginiamicina pela pecuária. "É uma novidade para o Brasil", segundo Mihailov. "No confinamento o produto já é usado há muito tempo, mas o pasto é que é o grande projeto nosso. Estamos apostando na adoção da tecnologia pelos pecuaristas. E não apenas no Brasil." Para Mihailov, este será o grande passo para aumentar a oferta de carne sem aumentar o número de animais ou a necessidade de espaço.

A Phibro Saúde Animal projeta crescer entre 30% e 40% ao ano até 2013 no segmento de bovinos. Isso representará um salto de US$ 3 milhões no segmento, em 2009, para US$ 25 milhões dentro de 3 anos.

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