Plano de recuperação da usina sucroalcooleira Bom Jesus é aceito

Agronegócio

Plano de recuperação da usina sucroalcooleira Bom Jesus é aceito

Com a aprovação do projeto, a companhia da família Pragana terá prazo de até 14 anos para quitar uma dívida de R$ 63 milhões, sem correção do valor ao longo do tempo
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Os credores da usina sucroalcooleira Bom Jesus aprovaram sexta-feira o plano de recuperação judicial da empresa, que corre na 1ª Vara Civil de Cabo de Santo Agostinho (PE), onde está a sede da companhia. A proposta feita pela Bom Jesus foi aceita por credores que possuem 85,3% do valor devido, sendo rejeitada por apenas um banco e um fornecedor, que juntos têm R$ 9 milhões a receber.

Com a aprovação do projeto, a companhia da família Pragana terá prazo de até 14 anos para quitar uma dívida de R$ 63 milhões, sem correção do valor ao longo do tempo. "Sem a recuperação, a usina não teria continuado funcionado até agora", diz Paulo Rangel Moreira, advogado da Bom Jesus. Segundo ele, os problemas financeiros surgiram quando os bancos passaram a não conceder mais crédito a partir da crise global.

O desafio das usinas em recuperação judicial tem sido conseguir crédito novo no mercado para manter suas atividades, pagando fornecedores e funcionários.

Por isso, para tentar se reerguer, Moreira diz que o próximo passo da usina será promover uma reestruturação administrativa, enxugando o quadro de funcionários, além da venda ativos, como 15 propriedades rurais. A Bom Jesus também passará a comercializar açúcar diretamente para o varejo com uma marca própria, atividade que a empresa considera 10% mais lucrativa do que a venda para o atacado.

Outro empurrão para a companhia poderá vir das cotações do açúcar e do álcool na safra 2009/10, já que os preços sinalizam alta. A previsão da Bom Jesus é moer 600 mil toneladas de cana-de-açúcar, pouco menos que o esmagado na safra 2008/09.

Levantamento feito pelo Valor em julho constatou que as usinas do Nordeste vivem situação delicada. As 73 usinas da região somavam dívidas de cerca de R$ 7,5 bilhões. Além da Bom Jesus, o grupo João Lyra, com mais de R$ 800 milhões em dívidas, teve seu plano aprovado pelos credores em Alagoas.


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