O plantio de arroz da safra 2026/2027 avança lentamente e de forma desigual no Rio Grande do Sul, devido à umidade elevada do solo, às baixas temperaturas e às dificuldades de acesso das máquinas às lavouras. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar no Informativo Conjuntural de quinta-feira (22), a área projetada pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) é de 861.779 hectares, com produtividade inicial estimada em 8.741 kg/ha. No mercado, o preço médio estadual da saca de 50 quilos subiu 0,12%, para R$ 80,37.
A semeadura avançou em ritmo lento e irregular, condicionada principalmente à redução da umidade do solo e à recuperação das condições de tráfego das máquinas. Após os elevados volumes de chuva registrados nas três semanas anteriores, produtores intensificaram os trabalhos de manutenção dos sistemas de drenagem.
As baixas temperaturas também retardaram a germinação e a emergência das plantas. Em algumas áreas, o resultado foi a formação de estandes desuniformes, o que dificulta a definição do momento adequado para práticas de manejo, como aplicação de herbicidas, adubação nitrogenada em cobertura e início da irrigação.
A área projetada pelo Irga para o cultivo de arroz no Rio Grande do Sul na safra 2026/2027 é de 861.779 hectares. A produtividade inicial estimada pela Emater/RS-Ascar é de 8.741 quilos por hectare. O avanço do plantio, porém, varia entre as regiões produtoras. As condições de umidade do solo, a ocorrência de chuvas e as temperaturas mais baixas têm influenciado o ritmo das operações e o desenvolvimento inicial das lavouras.
Na região administrativa de Bagé, na Fronteira Oeste, as operações de preparo do solo e semeadura estão avançadas, mas perderam ritmo à medida que a umidade do solo diminuiu. A baixa disponibilidade de radiação solar, associada aos ventos frios, também limita o desenvolvimento inicial das plantas e provoca amarelecimento em parte das lavouras.
Na Campanha, o tempo seco favoreceu as operações e melhorou as condições de acesso às áreas de cultivo.
Em Dom Pedrito, pouco mais de 5 mil hectares já haviam sido semeados, de uma área projetada de aproximadamente 34 mil hectares. Em Aceguá, dos 6.514 hectares previstos, cerca de 1.300 hectares já estavam implantados.
Em municípios com menor área cultivada, como Hulha Negra, Candiota, Lavras do Sul e Caçapava do Sul, a expectativa é concentrar a semeadura nas próximas semanas, desde que as condições meteorológicas e a umidade do solo continuem favoráveis.
Na região administrativa de Pelotas, a semeadura atingiu 54% da área prevista. As lavouras implantadas estão integralmente em desenvolvimento vegetativo, mas apresentam crescimento lento em razão das temperaturas mais baixas.
Grande parte das áreas já está sistematizada e preparada para a continuidade do plantio, o que pode favorecer o avanço das operações quando as condições forem adequadas.
Na região de Santa Maria, pouco mais de 15% da área prevista havia sido semeada. A inundação de lavouras em áreas de várzea dos principais rios e a previsão de novas chuvas aumentaram o risco de redução da área cultivada na safra.
Na região administrativa de Soledade, as chuvas frequentes continuam limitando o preparo do solo e a semeadura, tanto no sistema pré-germinado quanto no plantio em solo seco. Até o levantamento da Emater/RS-Ascar, apenas 12% da área prevista havia sido implantada. O avanço das operações depende da melhora das condições de umidade do solo e de acesso às lavouras.
O preço médio estadual do arroz, conforme o levantamento semanal da Emater/RS-Ascar, registrou alta de 0,12%. O valor passou de R$ 80,27 para R$ 80,37 por saca de 50 quilos. A variação foi registrada durante o período acompanhado pelo levantamento. Enquanto isso, no campo, o ritmo de implantação da safra 2026/2027 continua condicionado às condições meteorológicas, que influenciam tanto o avanço da semeadura quanto o estabelecimento inicial das plantas.