Plantio de soja no RS atinge 93% da área prevista
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Imagem: Marcel Oliveira
PLANTIO

Plantio de soja no RS atinge 93% da área prevista

Há expectativa de que em torno de 3% da área total será semeada em janeiro próximo
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O plantio da soja alcança 93% do previsto para esta safra no Rio Grande do Sul, que é de 6.074.620 hectares. O desenvolvimento é favorecido pelas precipitações ocorridas na semana, apesar de volumes e intensidades variadas nas diversas regiões produtoras do Estado. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quarta-feira (23/12), através de convênio com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), a semeadura da soja foi finalizada na região administrativa de Ijuí e os cultivos se encontram com desenvolvimento adequado. Nos municípios onde a semeadura foi mais tardia, as lavouras apresentam estádios iniciais de desenvolvimento, com aspecto de atraso. Nas demais, o crescimento das plantas foi rápido, com emissão de folhas novas e de tamanho normal. Produtores se preparam para o controle de doenças com a aquisição de fungicidas e regulagem dos pulverizadores.

Na de Santa Rosa, o plantio da soja chega a 94% do total previsto de 719 mil hectares. Há expectativa de que em torno de 3% da área total será semeada em janeiro próximo, como safrinha ou cultivo de segunda safra, em especial nos municípios localizados no entorno do microclima do Rio Uruguai, como Dr. Mauricio Cardoso, Horizontina, Novo Machado, Porto Mauá e Porto Lucena. Em geral, os cultivos estão em desenvolvimento vegetativo e com boa população de plantas devido às boas condições de umidade do solo nessas últimas semanas.

No milho, a presença de chuvas na maioria das regiões do Estado fez avançar os plantios, que já totalizam 90%, além de contribuir para a melhoria do desenvolvimento dos cultivos. No Estado, 29% das lavouras de milho implantadas estão em germinação e desenvolvimento vegetativo, 18% estão em floração, 35% das lavouras de milho estão em enchimento de grãos,14%, em maturação e 4% já colhidas.

Na região de Bagé, as lavouras de milho semeadas a partir de 20 de novembro estão apresentando bom desenvolvimento e alto vigor inicial, com temperaturas diurnas adequadas e noturnas amenas, além da ótima disponibilidade de umidade no solo. As semeadas anteriormente apresentam falhas entre plantas e nas entrelinhas, com danos variáveis de produtividade, mas irreversíveis. Na Fronteira Oeste, algumas lavouras com maior dano foram substituídas por soja.

Nas áreas destinadas à silagem na região de Frederico Westphalen, a colheita avançou e já alcança 40% da área total de 33.849 hectares. Há perdas na produção de massa verde, estimada em 60% do rendimento esperado de mais de 33 mil quilos por hectare. O retorno das chuvas faz com que o milho vegete e mantenha suas folhas mais túrgidas; assim o enchimento dos poucos grãos nas espigas será melhor e poderá trazer qualidade superior ao que vinha sendo observado.

Apesar de esparsas e com volumes variados, as precipitações contribuíram para a reposição dos mananciais hídricos e o desenvolvimento dos cultivos de arroz, que estão 94% em germinação e desenvolvimento vegetativo e 6% em floração. Na região da Emater/RS-Ascar de Santa Maria, o bom resultado dos cultivos, somado à valorização do produto, fez a área de plantio chegar a 133.516 hectares, incremento próximo a 2% cento em relação à área de arroz na safra passada. Já na de Bagé, a limitação imposta pelos reservatórios de água, que não atingiram a totalidade de armazenamento em parte dos municípios da região, fez a área estimada de cultivo chegar a 396.135 hectares, 2% inferior à área da safra anterior. Em geral, as lavouras continuam em ótima condição fitossanitária e o controle de ervas daninhas tem se mostrado eficiente.

OLERÍCOLAS
Milho verde - Em Cruzeiro do Sul, na regional de Lajeado, as lavouras do cedo foram colhidas em novembro. O produto foi comercializado a R$ 0,50/espiga neste início da safra. Houve atraso e deficiência de polinização devido à estiagem de outubro, com falha de espigas, resultando em produtividade de cerca de 11 toneladas por hectare. As lavouras apresentam distintas fases, de desenvolvimento vegetativo até colheita. A espiga é comercializada a valores que oscilam entre R$ 0,35 e R$ 0,40/unid.

Moranga Cabotiá - Na regional de Pelotas, cultura em início de colheita. Lavouras com bom desenvolvimento e boa sanidade, em florescimento e frutificação. As chuvas das últimas semanas favoreceram a cultura. Os preços em Pelotas e Herval variam entre R$ 1,50 e R$ 1,80/kg, ou entre R$ 30,00 e R$ 35,00/sc. de 20 quilos.

OLIVA E ERVA-MATE
Oliva - Na região de Soledade, a cultura está em fase de formação das azeitonas. As condições climáticas favoráveis promovem o crescimento foliar e consequentemente das frutas. Na regional de Bagé, foram realizadas roçadas para controle de inços, aplicações de fungicida, inseticida e de adubações, para garantir a boa formação dos frutos. A expectativa de produção é favorável; parte de pomares apresenta boa carga de frutos.

Erva-mate - Na regional da Emater/RS-Ascar de Erechim, as brotações das erveiras se intensificam normalmente após a ocorrência de chuvas. Os preços seguem de R$ 18,00 a R$ 20,00/arroba na indústria. Na de Soledade, ervais apresentam boa brotação, favorecida pelas condições de boa radiação solar e temperatura (elevação dos índices fotossintéticos), associadas a chuvas regulares. Houve perdas de mudas devido à anterior falta de precipitações, principalmente nos plantios mais tardios, implantados em agosto. Por outro lado, as mudas vingadas estão com boa brotação. O preço pago ao produtor varia de R$ 18,00 a R$ 22,00/arroba, sem incluir o serviço do tarefeiro, que fica em torno de R$ 4,00/arroba. Há uma crescente no preço da erva-mate em função da redução da oferta e do aumento de consumo.

Na regional de Passo Fundo, foi intensificado o processo de repicagem de mudas de erva-mate, se encaminhando para o período final. Árvores femininas estão na fase de frutificação. Aquelas destinadas à produção de frutos e sementes recebem atenção especial, com monitoramento dos viveiristas. As recentes chuvas amenizaram as perdas em árvores destinadas à produção de frutos. Relatos apontam perda significativa nos plantios de erva-mate de 2019 e 2020 em função da escassez hídrica, chegando a índices de 80% de mortalidade das mudas implantadas a campo. A produção de folha após as recentes chuvas passa a ter maior estímulo, em função do incremento da umidade no solo e, em consequência, do desenvolvimento das erveiras. Produtores realizam o monitoramento de pragas nos ervais. As adubações, que estavam estagnadas em função da pouca umidade, foram iniciadas e conduzidas de forma acelerada.

PASTAGENS E CRIAÇÕES
As pastagens perenes de verão, como tífton e jiggs, estão em pleno rebrote, e já vêm sendo forrageadas. O campo nativo também está se recuperando, com boa resposta ao aumento da umidade do solo, da temperatura e da insolação. As pastagens anuais de verão, como capim sudão, milheto e sorgo forrageiro, estão bem adiantadas, sendo que alguns produtores ainda reservam pequenas áreas para estabelecimento destas espécies no final de dezembro e durante janeiro, como estratégia de produção mais tardia de forragem. As pastagens semeadas a partir do final de outubro já estão em fase de pastejo, e as taxas de desenvolvimento são bastante satisfatórias.

OVINOCULTURA
Os animais apresentam boa condição corporal, principalmente nas propriedades nas quais o ovinocultor tem ofertado algum tipo de suplementação aos cordeiros. Para as demais categorias, a sequência de chuvas melhorou a quantidade e a qualidade da oferta das pastagens.

Nos rebanhos laneiros, cuja temporada reprodutiva começa mais cedo, é importante testar a aptidão dos carneiros através de exames andrológicos, fazendo a reposição de algum animal de descarte. Em praticamente todas as regiões, o período de esquila dos animais está em fase de finalização. Continuam sendo realizados os manejos para prevenção e controle da verminose ovina.

A comercialização de animais segue aumentando com a chegada das festas de final de ano. Além das vendas a frigoríficos, tradicionalmente o comércio de animais direto ao consumidor final atinge o maior volume durante a segunda quinzena de dezembro, que pode ser prejudicado em função da pandemia.


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