População rural ainda enfrenta muitas dificuldades
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Agronegócio

População rural ainda enfrenta muitas dificuldades

Dados do PNAD apontam que 2009 a 2011 houve uma redução de cerca de um milhão de pessoas ocupadas na agricultura
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Dados do PNAD apontam que 2009 a 2011 houve uma redução de cerca de um milhão de pessoas ocupadas na agricultura


São muitos os fatores que influenciam na fixação dos pequenos e médios produtores no campo, entre eles investimentos em educação, saúde e qualificação de mão de obra. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a ocupação rural no Brasil é de 29,37 milhões de pessoas. A base de dados é de 2011 e mostra que a população residente rural representa 15% da população total residente no país, que é de 195,24 milhões de pessoas. A população rural entre 15 e 54 anos corresponde a cerca de 16 milhões de pessoas e abrange, em termos percentuais, 54,8%. Os dados da agricultura foram compilados pelo coordenador da Assessoria de Planejamento Estratégico do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Garcia Gasques.


Segundo os dados, de 2009 a 2011 houve uma redução de cerca de um milhão de pessoas ocupadas na agricultura, o que representa uma realocação de pessoas para outros setores, uma vez que o processo de crescimento econômico verificado na agricultura transfere atividades para outros segmentos da economia, como a agroindústria e serviços. Com relação ao grau de instrução, os dados da Pnad mostram também que 57% da população rural tem entre 4 e 14 anos de estudo, e que 22,5% não têm instrução ou tem menos de um ano de  estudo; na população urbana este percentual é de 9,7%.

No município de Cuiabá, na avaliação de Dorival Rigotte, presidente da Associação dos Agricultores Familiares do Município de Cuiabá (Agrifac), segundo o último levantamento, há cerca de 2,5 mil agricultores familiares que enfrentam inúmeros problemas para se manterem no campo. Entre eles falta de treinamento e acompanhamento técnico para o cultivo e produção; pouca infraestrutura de logística para o transporte da sua produção; estrutura e legislação para que estes produtos possam ter um selo próprio para poderem ser comercializados em mercado e supermercados, entre outros.


Conforme o pequeno produtor Davino de Lima, 50, que juntamente com sua esposa Maria Jose Gomes de Lima e o filho Wiliam Gomes de Lima, 18, moram na comunidade do Aricazinho, na região do bairro Pedra 90 produzindo rapadura, queijo e hortaliças, há algumas questões que os impede de ter mais ganho. “Temos muitas dificuldades de vender nossos produtos, os mercados não aceitam por não serem regularizados e acabamos tendo que passar para os feirantes com um ganho menor. E foi sempre assim, pois eu nasci aqui e estou criando meu filho  que trabalha comigo e estuda. Ou seja, logo ele pode até resolver arrumar outro emprego na cidade”.

Os dados do estudo mostram ainda que a população ocupada em atividades agrícolas soma 14,7 milhões de pessoas, sendo que a maioria é composta por empregados, 28,4 %, e por autônomos, 29,6%. Sob esse aspecto chama atenção que as pessoas são as ocupadas nas atividades primárias da agropecuária, que corresponderam a 4,7% do Produto Interno Bruto (PIB) da economia em 2011. Portanto, o setor compreendido pelo agronegócio abrange além dessas atividades primárias, outras até chegar ao consumidor final, no mercado interno ou ao mercado internacional, e corresponde a 22,2 % do PIB da economia.


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