Por que as plantas crescem mais em temperaturas altas?
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Imagem: Pixabay
ESTUDO

Por que as plantas crescem mais em temperaturas altas?

Os cientistas sabem que o maior crescimento dos caules na sombra tem a função de atingir a luz
Por: -Leonardo Gottems

A razão pela qual as plantas crescem em resposta às altas temperaturas é para manter um equilíbrio adequado de carbono em seus órgãos e não para evitar "insolação". Essa é, pelo menos, a hipótese de um trabalho publicado na revista  "The New Phytologist"  realizado por cientistas argentinos. 

Até agora, acreditava-se que o crescimento em altura das plantas visava fugir do calor extremo do solo para proteger os tecidos sensíveis fundamentais para o seu desenvolvimento e também expô-los a uma maior circulação de ar a fim de garantir uma maior ventilação e refrigeração . 

Analisando a temperatura em escala global e os padrões de crescimento do caule, “nosso trabalho descarta essa hipótese. As plantas crescem em resposta às altas temperaturas, não para evitar insolação, mas para ter acesso a mais luz e manter um equilíbrio adequado entre o carbono que as folhas fixam e o que libertam ”, disse Jorge Casal, investigador do Instituto de Pesquisadores Fisiológicos e Ecológicos Vinculados à Agricultura (IFEVA) e chefe do Laboratório de Fisiologia Molecular de Plantas da Fundação Instituto Leloir (FIL). 

O doutor em Biologia e engenheiro agrônomo afirmou que “se num contexto de aquecimento global não compreendermos quais são as funções das respostas que as plantas apresentam às variações de temperatura, não estaremos em condições de desenvolver culturas adaptáveis às alterações climáticas, um objetivo crucial para garantir a segurança alimentar mundial”. 

Os cientistas sabem que o maior crescimento dos caules na sombra tem a função de atingir a luz. O fato de que as respostas às altas temperaturas dependem de populações genéticas de maneira semelhante às respostas ao sombreamento sugere que ambas têm o mesmo propósito: alcançar a luz. Análises genômicas e moleculares reforçaram a ideia de um controle genético compartilhado para a resposta a ambos os sinais do meio ambiente. 


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