Por que os preços do milho estão altos?
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Imagem: Marcel Oliveira
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Por que os preços do milho estão altos?

Entrada da safrinha é o único fator de baixa
Por: -Leonardo Gottems

“Os preços do milho estão praticamente consolidados ao redor de R$ 100,00 nas praças do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina e chegando perto na praça de Campinas-SP, já tendo ultrapassado este valor nas cotações da B3 em São Paulo”, segundo o que afirmou a TF Agroeconômica. Nesse cenário, a consultoria elege alguns motivos para essa alta nos preços. 

O primeiro fator é a grande escassez de milho no Brasil, especialmente nos dois maiores estados produtores do Sul do país, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, ambos com grandes déficits de matéria-prima. “O Rio  Grande do Sul normalmente precisa comprar fora de suas fronteiras algo ao redor de 2,5 milhões de toneladas e Santa Catarina, algo ao redor de  3,5  milhões  de  tons.  Mas,  com  a  seca  que  assolou estes  estados  na  safra  de  verão,  a  necessidade de  Santa Catarina passou para “mais de 5,0 milhões de toneladas”, conforme o último Boletim da Epagri”, comenta. 

A Alta dos fretes é o outro fator. “A alta sazonal dos frete impulsionou os  preços  nos  meses  de  março  e  abril  para  o  nível psicológico de R$ 100,00, que o mercado absorveu e fez com que os vendedores não recuassem deste número, impulsionando os negócios”, indica. 

“No  mercado  internacional  os  preços  também  se elevaram  consideravelmente  a  ponto  de  vários  países recusarem  as  ofertas,  por  considerá-las “excessivamente altas”.  As perspectivas climáticas nos EUA  não  beneficiam  o  avanço  do  plantio  e  impõem receios  do  lado  da  oferta.  Enquanto  isso,  a  demanda global  permanece  muito  forte  para  a  alimentação animal e a produção de etanol”, completa. 

O fator de baixa é só um. “Entrada da Safrinha brasileira, dentro de dois meses, poderá fazer alguma pressão sobre os preços, mas, com uma produção menor (105 MT, segundo o mercado) do que a esperada (108 MT, segundo a Conab), não deverá durar muito tempo, voltando a manter os preços firmes até a colheita da próxima safra de verão”, conclui. 


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