Porto espera escoar biodiesel do Paraná
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Agronegócio

Porto espera escoar biodiesel do Paraná

O Porto de Paranaguá poderá ser o canal de escoamento de uma nova matriz energética produzida no Estado
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O Porto de Paranaguá poderá ser o canal de escoamento de uma nova matriz energética produzida no Paraná. A tecnologia inédita no País poderá ser aplicada a partir da instalação de uma fábrica na região centro-sul do Estado e envolverá o terminal portuário diretamente no investimento.

Nessa quinta-feira (15-02), empresários americanos visitaram o porto acompanhados da presidente do Instituto “Os Guardiões da Natureza”, Vânia Mara Moreira dos Santos, para conhecer a infra-estrutura de armazenagem e a logística existente no terminal. “Nosso propósito é trazer os primeiros investidores para o projeto de construção de uma bio-refinaria em Prudentópois e trabalhar com os 12 municípios que integram a nossa região”, explicou.

A meta é produzir 300 milhões de litros de biodiesel por ano, fabricado a partir do lixo orgânico e do uso de produtos como soja, girassol e milho, sem produção de resíduos. A exportação ocorrerá principalmente para a Europa, onde é exigido o uso de 5,75% desse tipo de combustível.

Depois de conhecer a sede administrativa e o cais comercial, o grupo de investidores seguiu para o canteiro de obras do Terminal Público de Álcool, que está sendo construído pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa). Em todo o roteiro, os americanos foram acompanhados pelo diretor empresarial, Ruy Zibetti, e pelo chefe do Departamento de Planejamento, Daniel Lúcio Oliveira de Souza.

Alternativas

Na prática, os produtores rurais do interior do Paraná, ligados a esse projeto, ficariam com parte da matriz energética para uso, mediante reestruturação da sua propriedade para atender às necessidades da fábrica. “Este é um projeto ambicioso, que vai gerar uma grande modificação na região. Propriedades no entorno de Prudentópolis num raio de 200 quilômetros estão voltadas ao abastecimento desta empresa e das demais que virão”, revelou a presidente da ONG.

Mais que o aspecto comercial, a fábrica de biodiesel envolve diretamente as questões ambiental e social. “Nossa meta é atuar em três principais frentes, que é a conservação da floresta de araucária, a atração de uma produção alternativa aos agricultores, criando um modelo de propriedade auto-sustentável e auto-suficiente com uma matriz energética renovável, sem depender de insumos externos, e a conversão dos agricultores que trabalham com a cultura de fumo para atividades como o biodiesel. Em Prudentópolis, por exemplo, há um nível de intoxicação muito alto. De cada 50 agricultores, um caso é notificado no sistema público de saúde”, revelou.


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