Pouca umidade no solo traz limitações nas lavouras
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Imagem: Divulgação
AGROTEMPO

Pouca umidade no solo traz limitações nas lavouras

Falta de chuvas e altas temperaturas contribuem para redução da umidade
Por: -Aline Merladete

A estiagem entre os meses de abril até meados de agosto é comum na parcela central do Brasil. Sendo assim, a quantidade de água no solo da região depende muito de como foi o comportamento das chuvas nos meses de verão até abril. 

Nos primeiros meses do ano, as chuvas corresponderam muito bem, superando a média histórica em algumas regiões, sobretudo na faixa entre o estado do Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais.

Contudo, já a partir de Abril, os bloqueios atmosféricos típicos da estação mais seca começaram a atuar sobre a parcela central do território nacional. E a presença destes bloqueios, impede a formação das nuvens carregadas e da chegada de umidade na região, além de promover um maior aquecimento favorecendo então a perda de umidade do solo e das plantas. 

Nos últimos 30 dias, há regiões que nem sequer registraram algum dia de chuva, como é o caso da grande região do Alto Paraguai no Mato Grosso, Ceres no Goiás, Unaí no Noroeste de Minas, dentre outras localidades. As áreas mais críticas são destacadas no mapa abaixo com as cores mais avermelhadas.

Esta situação hídrica vem impactando as lavouras na parcela mais central do país, e as projeções indicam que para o decorrer desta semana o cenário não será diferente. Desta forma, desde o norte do Paraná, toda a metade oeste de São Paulo, Bolsão Sul Mato-Grossense, toda a metade oeste de Minas, Goiás (exceto norte), sudeste do Mato Grosso e oeste da Bahia poderão registrar limitações na produtividade devido ao estresse hídrico.

Estes impactos poderão ser sentidos, principalmente no algodão, feijão segunda safra e milho segunda safra. Por outro lado, mesmo com este cenário, as condições são favoráveis para a maturação do café e a colheita da cana-de-açúcar.

E num cenário oposto, as chuvas serão uma preocupação nesta etapa final na metade leste da região sul. As projeções indicam um cenário de chuvas muito acima do esperado para a época do ano, o que pode atrapalhar a colheita da soja na região.

O que diz a Conab:

Soja - No RS, o clima foi favorável ao avanço da colheita, que chegou a 68% da área. As lavouras a colher demonstram melhor potencial produtivo que as implantadas no início da safra, mas com produtividades abaixo do estimado. No PR, a colheita alcança 96% da área e o restante está em maturação. Em SC, no Meio-Oeste, as precipitações ocorridas elevaram o potencial produtivo das lavouras semeadas mais tarde.Há relatos de problemas sanitários pela incidência de oídio. Na BA, a colheita está finalizando. No MA, a colheita está encerrando na região Sul e iniciando na região de Chapadinha, no Norte do estado. No PI, faltam poucas áreas no Centro- Norte para finalizar a colheita no estado.

Milho 2ª Safra - Em MT, o milho semeado dentro do período recomendado está em ótimas condições fitossanitárias. Contudo, uma pequena parte das lavouras semeadas fora da janela está sob restrição hídrica. Em MS, as chuvas ocorridas no último final de semana garantiram a boa evolução das lavouras. Cerca de 15 mil hectares tiveram danos decorrentes de granizo e vendaval. Em GO, no Leste e Oeste do estado, a ausência de chuvas prevaleceu nesta segunda quinzena do mês de abril. No Sudoeste, 80% das lavouras da região ainda se encontram em boas condições de desenvolvimento. Em MG, a falta de chuvas preocupa os produtores. No PR, as lavouras estão com bom desenvolvimento e as precipitações ocorrem em todo o estado. Porém, um temporal atingiu cerca de 20 mil hectares de lavouras. No MA, PI e TO, o bom regime de chuvas tem favorecido o desenvolvimento das lavouras.

Algodão - Em MT, as lavouras estão principalmente em fase de maturação. Apesar do bom desenvolvimento, a restrição hídrica das últimas semanas causa preocupação aos produtores quanto ao desempenho das lavouras. Na BA, as lavouras do Extremo-Oeste estão sendo afetadas pela falta de chuvas e estão, principalmente, em formação de maçãs. No Centro-Sul baiano, iniciou-se a colheita. Em MS, a condição climática está favorável. Algumas regiões iniciaram a colheita. A fase predominante é a de formação de maçãs. No MA, as lavouras encontram-se em estágio de formação de maçãs sob boas condições climáticas. Em GO, a região Sul inicia a abertura de capulhos e a Leste está em formação de maçãs. Atenta-se para as baixas precipitações nessa última região.

Feijão - No PR, mais de 1/5 das lavouras estão em maturação, com as primeiras áreas já sendo colhidas. Tendência é que as lavouras mais tardias apresentam melhores rendimentos, em virtude da retomada das chuvas ao fim de fevereiro. As regiões Sudoeste e Centro-Sul são as que concentram maior produção no estado. Na BA, o feijão-caupi está concentrado no Extremo- Oeste e vem sendo afetado pelas poucas precipitações na região, principalmente pela fase crítica das lavouras, que é de enchimento de grãos. É necessário o retorno das chuvas para não perder rendimento. Em SC, a colheita do feijão preto e do cores segue avançando. As condições climáticas estão favoráveis. Em MG, boa parte das áreas estão em fases reprodutivas. As chuvas escassas têm prejudicado as lavouras em floração e enchimento de grãos.

Arroz - No RS, o clima favoreceu a colheita, que atingiu 89% da área produtora, mantendo-se a Fronteira Oeste, Central e Zona Sul as regiões mais adiantadas. A produtividade e a qualidade dos grãos têm sido inferiores à estimada em função da estiagem nas principais áreas produtoras no estado. Em SC, a colheita foi concluída e a qualidade do produto colhido é boa. Em TO, as lavouras estão em boas condições e o clima vêm contribuindo para a colheita, que atinge 79% das áreas. No MA, a diminuição das precipitações contribuiu para o avanço significativo da colheita,principalmente em São Mateus do Maranhão, no centro do estado.
 

 


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