PR: Cooperativa Coofamel quer triplicar produção de mel em três anos
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Agronegócio

PR: Cooperativa Coofamel quer triplicar produção de mel em três anos

Objetivo é implantar nova unidade de beneficiamento de mel, que deve entrar em operação na primeira metade de 2016
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A Cooperativa Agrofamiliar Solidária dos Apicultores da Costa Oeste do Paraná (Coofamel), de Santa Helena (PR), pretende triplicar a produção de mel nos próximos três anos e abrir novos mercados para a venda do produto, especialmente o Estado de São Paulo, o maior do País.

A estimativa foi feita nessa terça-feira (15.12) pelo presidente da Coofamel, Pedro da Silva, durante a cerimônia de entrega à cooperativa de um veículo (furgão isotérmico) e 22 equipamentos, totalizando investimentos de quase R$ 1 milhão. Os recursos foram viabilizados por meio de convênio firmado entre Itaipu Binacional, Fundação Parque Tecnológico Itaipu (FPTI) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O objetivo é implantar na cooperativa uma unidade de beneficiamento de mel, que deve entrar em operação na primeira metade de 2016, com certificação pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF).

De acordo com Silva, a capacidade atual de produção no local é de até 50 toneladas/ano de mel, que mobiliza 162 produtores rurais de 21 municípios da região. A meta é chegar a 150 toneladas/ano em 2018. “Hoje nós temos que respeitar o limite de produção da unidade e não aceitar novos pedidos. Com esses equipamentos, poderemos aumentar a produção, abrir novos mercados e melhorar a renda do produtor”, disse.

A cerimônia de entrega dos equipamentos, na sede da Coofamel, teve a presença do diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek; do diretor de Coordenação, Nelton Friedrich; do diretor-superintendente da Fundação PTI, Juan Carlos Sotuyo; do prefeito de Santa Helena, Jucerlei Sotoriva; e do gerente-geral do Projeto BNDES/PTI/Itaipu, João José Passini.

Entre os novos equipamentos, destaca-se uma máquina para produção de blister (pequena embalagem em formato de cartela), que pode levar de 4 a 6 gramas de mel e aumentar o valor do produto em até 150%. É o mesmo tipo de embalagem utilizado em hotéis para acomodar manteiga e geleia.

As embalagens hoje utilizadas pela cooperativa são de 1 quilo, meio quilo e 250 gramas. “O nosso produto já está em sete Estados, mas com mercado limitado. Com esse equipamento (o blister), teremos condições de alcançar mercados completos”, disse Silva, citando como exemplo a rede hoteleira de Foz do Iguaçu.

Fator ambiental

Jorge Samek estima que em menos de um ano a Coofamel poderá dobrar o faturamento. “A cooperativa vai aumentar o número de associados, trazendo renda, emprego, oportunidade de trabalho e, acima de tudo, um profundo respeito pela natureza”, disse.

Segundo ele, a recuperação de 1,6 mil quilômetros de matas ciliares no Lago Itaipu, entre Foz do Iguaçu e Guaíra, por meio do Programa Cultivando Água Boa (CAB), ajudou a trazer de volta as abelhas à região. “A abelha é um bioindicador importante. Onde tem abelha, tem vida.”

“A Itaipu é uma grande parceria tanto na realização do negócio, na elaboração do projeto e na captação do recurso, como na preservação ambiental da mata ciliar. A abelha produz o mel e a Coofamel hoje tem capacidade de agregar valor a esse produto”, elogiou o prefeito Jucerlei Sotoriva.

Nelton Friedrich chamou a atenção para o fato de que a Coofavel tem menos de dez anos (surgiu em 2006) e, hoje, mais de 60% de todo o mel comercializado pela cooperativa vêm das abelhas que estão nas matas ciliares recuperadas por Itaipu. “Em outras palavras, é um ganha-ganha que casa o fator ambiental, social, econômico, cultural e, o mais importante, com um produto tão saudável que é o mel.”

Associado à Coofamel há um ano, o produtor Rafael Carvalho, de Diamante do Oeste, já planeja aumentar a produção para dar conta dos novos pedidos. “Estamos muito animados. Hoje trabalhamos com 160 caixas [para criação de abelhas] e queremos aumentar para 250 ou 300. Vai melhorar para a cooperativa e para nós também”, afirmou.


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