Preço da cana diminuirá com redução da cota americana em PE
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Agronegócio

Preço da cana diminuirá com redução da cota americana em PE

Pelo menos três estados nordestinos poderão ser prejudicados
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Pelo menos em três estados nordestinos, cerca de 16 mil produtores poderão ser prejudicados com a diminuição do preço da cana de açúcar fornecida ao mercado norte americano no caso do Ministério da Agricultura atender a solicitação do Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool da Paraíba. A entidade paraibana requereu a redução do percentual do repasse da cota americana da cana estabelecida para Pernambuco. A informação é da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) que defende a permanência dos índices para evitar a depreciação dos valores mediante a influência da cota na economia da região, bem como para impedir uma injustiça socioeconômica com Pernambuco, segundo maior estado produtor de cana nordestina.


A cota americana é um dos itens utilizados pelo Conselho dos Produtores da Cadeia Produtiva da Cana de PE (Consecana) para a composição do preço final da matéria prima paga no Estado. “Os estados do Rio Grande do Norte e da Paraíba, locais onde ainda não formaram seus conselhos (Consecanas), adotam preços da cana seguindo o padrão de Pernambuco”, diz o presidente da Unida, Alexandre Andrade Lima. O dirigente conta que dessa forma, no caso da diminuição da cota em Pernambuco, haverá uma depreciação do preço final da cana no estado, logo, noutros estados que utilizam o preço pernambucano como referência.


Além do prejuízo aos produtores de Pernambuco, Rio Grande do Norte e do próprio estado da Paraíba, com redução do preço final da cana por conta dessa mudança, a solicitação de redução do percentual da conta em Pernambuco também é polêmico com relação à questão social. “Além do critério técnico, a cota americana também serve para atender as necessidades sociais dos estados nordestinos”, conta Andrade Lima, pontuando que Pernambuco tem uma topografia mais acidentada do que a Paraíba, necessitando em consequência de mais mão de obra por não poder utilizar a mecanização, gerando assim, mais empregos diretos e indiretos.

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