Preço da soja é favorável no mercado interno

Agronegócio

Preço da soja é favorável no mercado interno

O mercado iniciou a semana avaliando o impacto negativo das geadas no norte do cinturão dos EUA sobre a produtividade das lavouras e sobre o teor de óleo
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O mercado brasileiro de soja foi beneficiado, mais uma vez, pela trajetória ascendente dos preços internacionais. Se na semana passada o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deflagrou os ganhos, uma série de fatores positivos foi responsável pela disparada das cotações na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nos últimos dias.

O mercado iniciou a semana avaliando o impacto negativo das geadas no norte do cinturão produtor americano sobre a produtividade das lavouras e sobre o teor de óleo no grão. Com isso, a bolsa já iniciou a semana com uma boa puxada nos preços. Para completar o quadro positivo, mais ganhos consistentes, quando os contratos de janeiro, março e maio ultrapassaram a barreira de US$ 10 por bushel.

Entre as notícias que sustentaram Chicago, destaque para o enfraquecimento do dólar frente a outras moedas - dando competitividade às commodities de exportação -, os rumores de que a China estaria reduzindo a tarifa de importação e o clima seco sobre a região Centro-Oeste do Brasil, prejudicando o início do plantio da soja precoce.

Na atual situação do mercado, de forte aperto na relação de oferta e demanda por conta da menor safra americana e do consumo mundial em ascensão, o abastecimento mundial vai depender de uma boa safra na América do Sul. Diante disso, qualquer sinalização de problemas com a produção do Brasil e da Argentina tende a bater forte em Chicago, ainda que qualquer especulação sobre a safra destes dois países seja mais do que prematura.

Cenário - O resultado desta semana de boas notícias, combinando fatores técnicos e fundamentais positivos, foi uma alta de 6,5% nos contratos com vencimento de novembro na Bolsa de Chicago. A posição subiu de US$ 9,28 para US$ 9,88 por bushel.

Os preços no Brasil acompanharam o bom desempenho externo. O mercado brasileiro é ainda beneficiado pela oferta apertada, que sustenta as cotações, mas mantém as negociações em ritmo lento. A saca de 60 quilos subiu de R$ 38 para R$ 39 entre os dias 13 e 20 de setembro, em Passo Fundo (RS). No mesmo período, a cotação passou de R$ 38,50 para R$ 39,50 em Cascavel (PR). Em Rondonópolis (MT), o preço pulou de R$ 36 para R$ 36,50.

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