MERCADO FÍSICO

Preço da soja estabiliza no Brasil

Prêmios da soja brasileira já caíram entre 48 a 50 cents/bushel nos últimos 4 pregões
Por: -Leonardo Gottems
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As cotações da soja tiveram nesta terça-feira (10.04) um dia de comportamentos mistos no mercado físico brasileiro, sem correspondência com a Bolsa de Chicago (CBOT). De acordo com a T&F Consultoria Agroeconômica, em média os preços subiram em alguns portos e caíram em outros, enquanto houve baixa de 0,14% no interior do País.

O analista da T&F Luiz Fernando Pacheco afirma que a “queda de 0,31% do Dólar e de aproximadamente 18 cents/bushel nos prêmios do Brasil para a exportação do grão compensaram a leve alta de 0,28% das cotações de Chicago”. Com isto, as cotações caíram para R$ 86,70 em Rio Grande, por exemplo, depois de terem sido negociadas a R$ 88,50. Também em Paranaguá houve negócios a R$ 87,00, contra R$ 88 do dia anterior.
 
“Os prêmios da soja brasileira já caíram entre 48 a 50 cents/bushel nos últimos 4 pregões, à medida que as cotações subiam (os prêmios são compensações para a soja brasileira pelas quedas da soja americana em Chicago, entre outras coisas). Só hoje os prêmios caíram 18 pontos”, aponta Pacheco.

“Nesta terça-feira, os exportadores de grão perderam força, quem manteve a bola girando foram os exportadores de farelo. Os prêmios de quem compra para esmagar fecharam 12 cents acima de quem compra para exportar. Apesar de ter caído, o que deu algum suporte às cotações foi o câmbio, que, durante o pregão, subiram para 3,4361 reais, contra o fechamento de 3,4114”, conclui o analista.

FUNDAMENTOS

As atualizações climáticas analisadas pela Consultoria AgResource não trouxeram grandes novi­dades ou diferenciações: “As chuvas no Brasil continuam concentradas nas regiões sojicultoras do Centro-Norte do país, principalmente no lado norte de Goiás, Mato Grosso, Tocantins e pequenas porções ao lon­go do oeste da Bahia. O Extremo-Sul do Brasil também é beneficiado de índices pluviométricos acima dos 25mm acumulados para os próximos 5 dias”. 

“No entanto, a região do Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná continuam passando por um cenário de seca e temperaturas acima da média. As preocupações são elevadas diante do progresso saudável da se­gunda safra, em tais regiões. Ainda é prematuro afirmar qualquer quebra expressiva, no entanto é necessária uma mudança drástica nas previsões climáticas para o mês de abril, que não são ‘animadoras’ até o momento”, concluem os analistas da ARC.  

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