Preço do açúcar sobe 35% nos últimos três meses
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Agronegócio

Preço do açúcar sobe 35% nos últimos três meses

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Os preços do açúcar no mercado interno, que registraram fortes quedas em plena entressafra, voltaram a se recuperar. A saca, que chegou a ser cotada a R$ 19,50 em meados de janeiro, era negociada a R$ 26,50 na última sexta-feira, uma alta de 35,8% em três meses.

"No entanto, não existe demanda atualmente. Na medida em que a safra se aproxima, é provável que o preço volte a recuar", avalia Salmeron Ferreira Ratsbone, analista da União Corretora. Na última semana, a oferta aumentou pressionada pela necessidade de liquidação dos estoques antigos para o armazenamento da safra nova. A queda dos preços do açúcar em plena entressafra foi sustentada pela expectativa de aumento da produção brasileira, estimada em 360 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, 7% maior que a safra do ano passado, que foi em volume recorde. Como resultado, em janeiro deste ano os preços do açúcar se encontravam em patamares 54,6% inferiores aos registrados em igual período do ano passado.

Os baixos preços possibilitaram ao Brasil o aumento das vendas no mercado internacional, que se encontra na posição de comprador, uma vez que existem expectativas de quebra das safras da Austrália e Índia, tradicionais exportadores.

As vendas aquecidas ajudaram a reduzir os níveis dos estoques, estimados em torno de 1 milhão de toneladas de açúcar. "Como estamos entrando na safra, a tendência é que os compradores permaneçam ausentes do mercado, na expectativa de queda das cotações", afirma Salmeron Ratsbone.

Os preços do álcool devem acompanhar o comportamento das cotações do açúcar. Segundo levantamento do Cepea, na semana encerrada em 13 de abril, as vendas permaneceram retraídas e os preços médios do álcool hidratado oscilaram, em média, em R$ 0,44 por litro, em alta de 5,41% na semana, enquanto o litro do hidratado foi cotado a R$ 0,5 , subindo 10,16% na semana. "O início da colheita vai pressionar os preços do álcool, uma vez que existe pressão de venda para que os usineiros custeiem sua produção", afirma um analista de São Paulo.

Mercado externo

Na bolsa de Nova York, os contratos para entrega em julho caíram 0,09 centavos de dólar por libra-peso, encerrando negociados a 6,97 centavos de dólar por libra-peso. As vendas especulativas por parte dos fundos deram suporte às quedas das cotações.

Os compradores da Rússia estão aguardando a fixação das notas taxas de importação. As importações de açúcar refinado da Rússia somaram 877,3 mil toneladas entre janeiro e 14 de abril, volume 18% menor que o total adquirido em igual período do ano passado.


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