Preço do feijão cai em 11 capitais, mas continua pressão inflacionária

Agronegócio

Preço do feijão cai em 11 capitais, mas continua pressão inflacionária

Após forte tendência de alta, o preço do feijão começou a recuar acentuadamente e caiu em 11 de 16 capitais do país
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Após forte tendência de alta, o preço do feijão começou a recuar acentuadamente e caiu em 11 de 16 capitais do país, no mês passado. Foi o que constatou o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em pesquisa divulgada nesta quinta-feira (3).


As maiores quedas do preço do feijão se deram em Recife (-19,60%), São Paulo (-14,70%), Curitiba (-10,24%) e João Pessoa (-10,02%).

A tendência de elevação dos preços dos alimentos de primeira necessidade, no entanto, continua e predominou também em 11 capitais.

A Pesquisa Nacional da Cesta Básica indicou redução média de preços apenas em Brasília (a maior, com 3,79%), em João Pessoa (0,02%), em Belém, em Recife e em São Paulo. Na capital paulista, a cesta ficou em média 1% mais barata, mas a cidade manteve a primeira posição no país como a de custo mais elevado, de R$ 223,94, seguida por Porto Alegre (R$ 216,12) e Rio de Janeiro (R$ 214,66).

No relatório, o Dieese registra que “o feijão, após meses de forte alta, começou a registrar retração. (....) Em função da longa estiagem no ano passado, o plantião do feijão foi atrasado em dois meses e, em março, a colheita já começou em várias áreas”.


No texto, os técnicos ressalvam que deverá ocorrer aumento de preços da variedade mais popular, o carioquinha, por ter ocorrido quebra de safra num dos maiores centros produtores, a região de Irecê, na Bahia. No período acumulado de doze meses corridos, a alta dos preços do feijão se mantém e varia de 94,85% em Curitiba a 226,85% em Fortaleza.

O Dieese também destaca que a temporada de abate do boi repercutiu em queda de preços da carne em nove capitais. Entre os produtos que subiram, a pesquisa destaca o óleo de soja (o único a subir em todas as cidades), o pão (aumentou em 14 praças) e o arroz (produto que continua a subir em plena safra e foi majorado em 12 capitais), o tomate e café (ambos em onze cidades).

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