Preço dos insumos pressionou suinocultura
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Imagem: Pixabay
EM NOVEMBRO

Preço dos insumos pressionou suinocultura

Poder de compra do suinocultor foi menor
Por: -Eliza Maliszewski

A alta nos preços dos principais insumos como milho e farelo de soja pressionaram a suinocultura em novembro, especialmente na segunda quinzena do mês. É o que aponta o boletim mensal de análise dos setores do Cepea/USP.

O poder de compra do suinocultor caiu em relação a outubro e ficou abaixo da média de novembro do ano passado. Considerando o milho comercializado no mercado de Campinas e o suíno na mesma região, o produtor conseguiu comprar 7,16 quilos do cereal com a venda de um quilo de animal.  A quantidade é 2,2% menor que em outubro e 4,9% abaixo da média de novembro de 2019. 

Já em relação ao farelo de soja comercializado em Campinas, foi possível ao produtor a compra de 3,53 quilos do derivado com a venda de um quilo de suíno na média de novembro, queda de 3,2% frente ao mês anterior e 17,4% abaixo da média de novembro do ano passado. 

Em Santa Catarina, maior produtor nacional com 7,96 milhões de animais e participação de 20,3% no efetivo, com o animal negociado na região do oeste do estado e os insumos no mercado de lotes de Chapecó (SC), foi possível a compra de 6,95 quilos de milho com a venda de um quilo de suíno, queda de 3,6% frente ao mês anterior. Já frente ao farelo de soja, a quantidade média de novembro teve aumento de 2,2% frente a outubro, uma vez que o suíno na região teve alta muito mais intensa que a verificada para o derivado da oleaginosa, principalmente na primeira quinzena, sendo possível ao suinocultor a compra de 3,66 quilos de farelo com a venda de um quilo de suíno. Apesar disso, esse volume ainda ficou 8,2% abaixo do registrado em novembro do ano passado. 

No mercado de milho o Cepea apurou que as negociações foram lentas e a saca de 60 kg de milho registrou média de R$ 79,60 em Campinas e de R$ 83,73 em Chapecó, com respectivas valorizações de 10,5% e de 15,7% frente a outubro. Para o farelo de soja, as demandas interna e externa continuaram elevadas e a disponibilidade do produto, baixa. Esse contexto manteve as cotações em alta. Na média de novembro, a tonelada do farelo foi cotada a R$ 2.689,86 na região de Campinas, aumento de 11,9% frente ao mês anterior. Em Chapecó, a valorização de outubro para novembro foi de 9,2%, com o derivado negociado a R$ 2652,83/t no último mês.


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