Preços baixos nos EUA pressionam soja no Brasil
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MERCADO FÍSICO

Preços baixos nos EUA pressionam soja no Brasil

Queda de Chicago praticamente anulou a alta do Dólar
Por: -Leonardo Gottems

As cotações da soja tiveram nesta terça-feira (26.06) um dia de comportamentos mistos no mercado físico brasileiro, influenciadas pelas altas do Dólar (0,57%) e baixa da Bolsa de Chicago (1,56%). De acordo com os índices do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), apurados junto aos diversos participantes do mercado, em média os preços subiram 0,20% nos portos e desceram 0,19% no interior do País.

Segundo o analista Luiz Fernando Pacheco, da T&F Consultoria Agroeconômica, a queda de Chicago praticamente anulou a alta do dólar. Isso fez com que os preços do mercado interno (que tiveram os preços do farelo também em queda em Chicago) sofressem mais do que os preços de exportação. 

“Se você tinha alguma esperança de volta da alta em Chicago, pode começar a esquecer. O governo americano praticamente já reconheceu que são poucas as chances de um recuo da China na aplicação de sanções e já está tomando providências para ajudar os agricultores americanos nas suas perdas financeiras”, diz Pacheco. 

A recomendação do analista é atenção ao que acontecerá até o próximo dia 6 de julho: “É o dia D para a aplicação das sanções recíprocas entre China e EUA. Antes disso, na sexta-feira desta semana, dia 29, haverá um importante relatório sobre a situação dos estoques trimestrais nos EUA e a estimativa de área plantada com soja nesta safra. Julgamos que ambos os dados tem grande chance de ser negativos”.

Ele explica que os estoques devem ser maiores devido à retração das exportações para a China. Ao mesmo tempo, a área deverá maior, porque foi decidida antes do início do conflito coma China e ainda no embalo das suas grandes importações. “Como resultado, muito provavelmente os EUA deverão aumentar os seus estoques finais nesta temporada e os preços deverão se manter bem baixos, ao redor dos níveis atuais”.
 
“Quanto ao agricultor brasileiro, a imensa maioria já vendeu a maior parte desta safra e já antecipou também boa parte da próxima safra, no que fizeram muito bem, garantindo preços ao redor de R$ 80,00/saca e um lucro significativo sobre os custos de produção (que caíram neste ano, devido à queda dos juros e do dólar no início do ano). Mas, os lucros ainda estão bons”, conclui.


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