Preferência faz venda de soja in natura crescer em Mato Grosso

Agronegócio

Preferência faz venda de soja in natura crescer em Mato Grosso

Interesse pelo produto tem alta e embarques de farelo caíram
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Interesse internacional pelo produto tem alta e embarques de farelo caíram.
Vendas até novembro de 2011 superaram US$ 4 bilhões


As exportações mato-grossenses do complexo de soja encerraram o ano de 2011 apresentando mudança de perfil. Na prática, cresceu o interesse pelo produto in natura, enquanto os embarques de itens como o farelo, um derivado a partir do processamento do grão, caiu. É o que o apontou o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).


A preferência do mercado internacional pela compra do componente em estágio natural, associado ao preço pago na oleaginosa e a demanda internacional impulsionaram os negócios do segmento.

De acordo com o instituto, entre janeiro a novembro de 2010, as vendas de soja em grão e óleo apresentaram queda de 19% e 21%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2009. Por sua vez, os embarques de farelo para o mesmo intervalo eram 17% maiores. Em 2011, o movimento seguiu rota contrária, conforme explica Daniel Latorraca, gestor do Imea. Os embarques de soja em grão cresceram 4% e o de óleo 8%, na comparação com 2010. Já as comercializações de farelo baixaram 14%.

"Foi uma mudança conjuntural. Com o preço alto da soja em grão no mercado internacional, a tendência de produtores e dos compradores é enviar essa soja em grão, pois é mais rentável que esmagar e embarcar óleo ou farelo", disse o representante ao G1.


Os números do Imea apontam que no acumulado janeiro a novembro de 2011 as exportações de soja em grão superaram 9 milhões de toneladas, perfazendo negócios na cifra de US$ 4,2 bilhões. No mesmo intervalo, em 2010, as exportações movimentaram 8,56 milhões de toneladas. Além da mudança de preferência, o instituto constatou ainda alterações em relação aos destinos dos embarques.

Segundo o Imea, com as dificuldades criadas pela crise financeira, até outubro a Europa apresentou redução no volume das importações do complexo em 24%, enquanto a Ásia manteve. Para o produtor rural, a valorização no preço da soja resulta em maior lucratividade.


"A receita do produtor é baseada na média de comercialização. Tivemos uma remuneração boa nesse ano que se passou", acrescentou o produtor rural Elso Pozzobon, de Sorriso, a 420 quilômetros de Cuiabá.

Valorização
O preço médio pago na soja destinada à exportação também cresceu entre janeiro a novembro de 2011 na comparação com o mesmo período de 2010. A alta chegou aos 30%, com a tonelada passando de US$ 379 para outros US$ 495, de acordo com o Imea.

Nova safra
Com a safra 2011/12 de soja em Mato Grosso já semeada, os olhares dos produtores no estado voltam-se ao redor do novo ciclo. A comercialização do que ainda não foi colhido atingiu, até o último dia 16 de novembro, 53,6% da produção estimada - 6 milhões de toneladas. O patamar é inferior ao negociado no mesmo intervalo da safra 2010/11, quando 62,6% foram amarrados.

A preocupação gira em torno do controle de pragas e doenças. "Em Sorriso as culturas de soja estão boas e está chovendo dentro do necessário. A incidência de ferrugem pode tirar a produtividade, mas o produtor tem capacidade de controle muito boa", avaliou Pozzobom.


Em Mato Grosso, dois casos de ferrugem asiática foram confirmados até esta quarta-feira (4). O primeiro foi registrado na última semana de dezembro em Sinop, a 503 quilômetros de Cuiabá e, o último, em Primavera do Leste, a 239 km da capital.

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