Prejuízo da seca no RS já é de R$ 880 milhões


Agronegócio

Prejuízo da seca no RS já é de R$ 880 milhões

Próximas três semanas serão determinantes para consolidar o cenário de perdas no RS
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Próximas três semanas serão determinantes para consolidar o cenário de perdas no Rio Grande do Sul

A escassez de chuva no Rio Grande do Sul já provoca perdas importantes nas principais lavouras de verão. O prejuízo financeiro, segundo estimativa apresentada nesta quinta-feira pela Emater-RS, pode superar R$ 2 bilhões, levando em consideração as culturas de milho, soja e feijão, se comparadas à safra recorde do ciclo 2010/2011.


O levantamento atual, no entanto, indica quebras de 11,4% na safra de feijão, com perda de 9,3 mil toneladas; de 31,3% na safra de milho, com queda de 1,33 milhão de toneladas, o que representa 25,17% de perdas consolidadas; e de 4% na safra de soja, com perda de 421 mil toneladas. Segundo diretor-técnico da Emater-RS, Gervásio Paulus, se considerada a expectativa inicial, e utilizada como base para o cálculo junto com a média histórica, o impacto financeiro já se aproxima de R$ 880 milhões, somados os danos nas culturas do milho, feijão e soja.

"Eu diria que as próximas três semanas serão cruciais para avaliarmos a progressão das perdas, pois a soja, que é a cultura que ocupa uma maior área plantada, superando os 4 milhões de hectares no Estado, entra no seu estágio de florescimento nos próximos dias e as chuvas são vitais neste período", afirma.


O engenheiro-agrônomo da Gerência de Planejamento da Emater-RS, Gianfranco Bratta, ressalta que, caso o cenário de estiagem se mantenha, esta estimativa tende a piorar, visto que começa agora um período crítico para a soja. "Até o final deste mês cerca de 40% das lavouras entrarão em floração, fase extremamente sensível à falta de umidade no solo", avalia Bratta.

O novo cenário foi apresentado durante uma reunião com representantes do governo do Estado, técnicos da Emater, da Fepagro e da Secretaria Estadual da Fazenda. No término do encontro, o secretário da Casa Civil, Carlos Pestana, anunciou que o Estado vai decretar estado de emergência coletivo nos próximos dias. A medida foi sugerida pela chefe da Casa Civil da União, Gleisi Hoffmann, para que o processo de liberação de recursos possa ser agilizado na esfera federal.


Com 12 novos pedidos, o número de munícipios em situação de emergência chegou a 54 nesta quinta-feira, com um total de 302 mil pessoas afetadas. A Defesa Civil do Estado segue recebendo decretos de situação de emergência dos municípios em velocidade cada vez maior. De acordo com a Casa Civil, o governo ainda estuda como será feito o decreto coletivo, que pode abranger todo o Estado ou apenas as regionais mais afetadas.

"Isso será avaliado e dentro dos próximos dias vamos oficializar o decreto. É preciso preparar laudos técnicos para constatar as emergências. Por isso, não pode ser um decreto que escolha uma emergência alheatória. No entanto, hoje (sexta-feira), devemos viabilizar o documento", explica.


Pestana ainda antecipou que na próxima semana o vice-governador Beto Grill visitará as regiões de Botucaraí e Santa Rosa para avaliar a situação dos municípios. O mesmo deve ser feito pelo governador Tarso Genro no dia 17 de janeiro em Palmeira das Missões para uma série de reuniões com prefeitos e agricultores.

Até o momento, o maior impacto acontece nas regiões administrativas da Emater-RS de Ijuí (com expectativa de redução no rendimento médio no milho de 37%, Passo Fundo (-35%), Lajeado (-30%), Santa Rosa (-25%) e Erechim (-24%).

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