Presidente da Aiba defende implantação de indústria de moagem de trigo na região Oeste da Bahia

Agronegócio

Presidente da Aiba defende implantação de indústria de moagem de trigo na região Oeste da Bahia

De acordo com o presidente da Aiba, as experiências com plantio do trigo, embora recentes, são muito satisfatórias
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De acordo com o presidente da Aiba, as experiências com plantio do trigo, embora recentes, são muito satisfatórias

Um dos maiores produtores de soja, milho e algodão do Brasil, o oeste da Bahia vem se destacando também na produção de trigo, atraindo os olhares de empresários interessados a instalar, na região, uma indústria de moagem do cereal. O assunto pautou a reunião, realizada nesta quarta-feira (10), em Salvador, entre o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Júlio Cézar Busato; o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Antônio Ricardo Alban; e o diretor de uma das principais indústrias e comércios de alimentos, a Limiar, João Ramos.

Dados da Fieb apontam o elevado consumo de farelo e farinha de trigo na região Nordeste do Brasil, sobretudo na Bahia. Os produtos comercializados e consumidos aqui provêm de outros estados brasileiros, a exemplo do Rio Grande do Sul, e até de outros países. A instalação de uma indústria de moagem de trigo iria suprir a demanda de abastecimento da região.

De acordo com o presidente da Aiba, as experiências com plantio do trigo, embora recentes, são muito satisfatórias, principalmente nas áreas irrigadas. “Já possuímos tecnologia para a produção de mais de 6 toneladas de trigo por hectares, com grãos de excelente qualidade para a indústria. Vamos avançar ainda mais a nossa tecnologia, que estamos desenvolvendo em parceria com a iniciativa pública e privada, com o apoio da Fundação Bahia, Embrapa e de universidades, para viabilizar a instalação de uma unidade industrial com capacidade de 500 toneladas/dia. Para tanto, seria necessário o cultivo de 30 mil hectares, ou seja, 28% da área irrigada do cerrado, o que é perfeitamente possível num futuro próximo, mesmo se utilizarmos só uma pequena parcela da área total de soja, que este ano deverá ser de 1,6 milhão de hectares”, explicou Busto, defendendo que a industrialização vai gerar ainda mais emprego e renda para o Oeste baiano.

O presidente da Aiba ressaltou, ainda, que, além da área irrigada, os agricultores da região têm buscado viabilizar uma safrinha na área de sequeiro, com o plantio de variedades de soja mais precoces, permitindo, assim, uma segunda safra com o trigo, fato que aumentaria, e muito, a oferta do cereal.

O encontro resultou na celebração de uma parceria entre a Aiba e a Fieb, para que os produtores rurais do Oeste comecem a industrializar seus produtos. O convênio, que prevê o desenvolvimento regional, deve ser estendido, em uma segunda fase, às secretarias da Agricultura e do Desenvolvimento Econômico do Estado da Bahia, além de empresários do setor.

Para avançar nesta questão, já ficou agendada uma reunião, no próximo dia 19 de setembro, às 17h30, na sede da Aiba, em Barreiras, com a presença do presidente da Fieb, Antônio Ricardo Alban, e de empresários do segmento. Na ocasião, serão apresentados aos agricultores interessados em plantar trigo ou adquirir cotas da indústria a ser instalada (caso seja viabilizada a cultura), os investimentos necessários para a construção da unidade, os preços pagos pelo trigo e o resultado da indústria para avaliar sua viabilidade.

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