Na Bolsa de Mercadorias, mesmo com dólar mais alto, a pressão da colheita continua jogando os preços do milho para baixo, segundo informações da TF Agroeconômica. “Mesmo somando a alta de Chicago com a alta do dólar, a demanda da exportação ainda não começou a se fazer sentir no Brasil. Por conta disso, os compradores internos aproveitam para ficar fora do mercado, enquanto se abastecem dos contratos fechados anteriormente e recebidos agora”, comenta.
“Com isto, as cotações futuras fecharam em queda no dia e na semana: o vencimento setembro/22 fechou a R$ 83,65, queda de R$ 1,47 no dia e de R$ 1,55 na semana nos últimos 5 pregões (semana); já novembro/22 fechou a R$ 86,13, queda de R$ 1,30 no dia e de R$ 1,10 na semana e janeiro/23 fechou a R$ 88,72, queda de R$ 1,08 no dia e de R$ 1,15 na semana”, completa.
Em Chicago o milho voltou a cair forte, mais 2,91%por chuvas EUA, acordo na Ucrânia e queda do petróleo. “A cotação do milho para setembro, que é o novo mês base, fechou em nova queda de 2,91% ou $ 17,25 cents/bushel a $ 575,0. A cotação para março 2023, início da nossa safra de verão, fechou em queda de 2,73% ou $ 16,25 cents ou a $ 580,0”, indica.
“Dados semanais de vendas de exportação mostraram que 33.900 toneladas de milho foram vendidas durante a semana de 14/07. Isso estava perto das expectativas e veio por meio de vendas para o Japão e o México, compensando os cancelamentos de desconhecidos. As novas encomendas de safras foram de 570.200 T para a semana, acima do intervalo das estimativas. O USDA informou que 1,109 MT de milho foi enviado durante a semana. Para o milo, a atualização semanal mostrou que 5,9 mil T foram vendidos para entrega em 21/22 sem novas reservas de safra”, conclui.