Prevenção reduz perdas com o "estresse climático"
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Agronegócio

Prevenção reduz perdas com o "estresse climático"

É fundamental os agricultores se prevenirem e estarem preparados
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O chamado “estresse climático”, visto como uma anomalia, por exemplo, temperatura muito alta ou baixa, grande ou reduzida quantidade de chuva, pode trazer danos consideráveis às lavouras. Por isso, sobretudo com o aquecimento global, que torna tais fenômenos mais freqüentes, é fundamental os agricultores se prevenirem e estarem preparados.

“Independentemente de alterações futuras, eles sempre devem ficar atentos e buscar orientação nos órgãos de extensão para evitar ou minimizar perdas”, disse Orivaldo Brunini, engenheiro agrônomo e diretor do Centro de Agrometeorologia do IAC (Instituto Agronômico de Campinas), ligado à Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

No âmbito estadual, quem cumpre o papel de promover a extensão rural é a Cati (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral), por meio de casas de agricultura instaladas em praticamente todos os municípios.

Como exemplo prático de uma situação de estresse, pode ser apontado o de um feijoeiro que, sob temperatura acima de 32ºC por vários dias na fase de florescimento, será vítima de abortamentos e não formará vagens. Assim, para escapar de prejuízos, se houver previsão de um longo período de registro de intenso calor, é mais indicada a dedicação a variedades mais tolerantes.

A partir de acompanhamento dos órgãos estatais voltados às análises do clima ou ao repasse delas, pode-se, também, escolher as melhores épocas para plantio, “para fugir das fases mais críticas”, disse o engenheiro.

Em relação ao aquecimento global, o pesquisador entende que não se deve criar pânico, pois as alterações não são imediatas.

“Não quer dizer que teremos uma elevação de 4ºC ou 5ºC de uma hora para outra”, afirmou. Além disso, é preciso diferenciar anomalia climática, fenômeno passageiro, de mudança, que é definitiva, principalmente no estabelecimento das ações.

Anomalia, mudança e degradação ambiente

A anomalia climática é um fenômeno passageiro. O El Niño, que altera o regime de chuvas em várias partes e é fruto da elevação de temperatura das águas do oceano Pacífico, é um exemplo.

A mudança climática é definitiva e pode ter como uma de suas causas o aquecimento global. A degradação ambiental e a ação negativa do homem podem gerar anomalias e mudanças, disse Orivaldo Brunini.

De olho no tempo

* Estresse hídrico

É uma espécie do gênero “estresse climático”. Estiagem longa ou excesso de chuvas caracterizam-no

* El Niño

Com as águas do Pacífico mais aquecidas, há mais chuvas no sul do país e seca na região amazônica e no nordeste

* La Niña

As águas do Pacífico sofrem resfriamento. Com isso, o clima é afetado. Na região sul do Brasil, por exemplo, haverá seca

* Para amenizar

- usar irrigação na seca

- plantar variedades mais tolerantes ao calor ou ao frio

- o sistema de plantio direto (com pouco ou nenhum revolvimento do solo) reduz a perda de água

- consorciamento de culturas, com características complementares, diminuem, por exemplo, a erosão

- escolher épocas de plantio que fujam das fases críticas

- sempre buscar orientação dos órgãos de extensão, como a Cati


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