Primeira fábrica de fertilizante organomineral com tecnologia Embrapa inaugura em maio

Agronegócio

Primeira fábrica de fertilizante organomineral com tecnologia Embrapa inaugura em maio

No próximo mês de maio, será inaugurada no DF a primeira fábrica de fertilizante organomineral com tecnologia Embrapa, a Organogran
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No próximo mês de maio, será inaugurada no DF a primeira fábrica de fertilizante organomineral com tecnologia Embrapa, a Organogran. Seguindo um modelo de inovação aberta, a Embrapa Solos (RJ), em parceria com a Calderon Consulting, desenvolveram um fertilizante que poderá ser produzido em escala industrial. "Foi a parceria perfeita, porque de um lado, tínhamos a fórmula e Calderon tinha a tecnologia de montagem industrial. Com isso foi possível gerar um produto pronto para chegar ao consumidor final", explica Denise Werneck, chefe da área de Transferência de Tecnologia da Embrapa Solos. A OrganoGran estará localizada no PAD-DF, na DF-130, numa área de 40mil metros quadrados, com capacidade de produção de 25mil toneladas/ano.

"Esse produto nos chamou muita atenção em função de ser uma tecnologia revolucionária para o setor, prezando pelo alto desempenho e pela sustentabilidade", explica o diretor da Organogran, Luciano Conceição.

O pesquisador da Embrapa Solos, Vinicius Benites, dá mais detalhes do produto que pode ser à base de cama de frango ou dejetos suínos. "Os organominerais proporcionam sustentabilidade na produção agrícola por proporcionar a redução em até 10% do uso de fertilizantes químicos, por potencializar a ação microbiana e disponibilizar mais nutrientes no solo. O rendimento do fertilizante é, ainda, 15% superior se comparado aos fertilizantes normalmente utilizados pelos produtores", afirma.

Aproveitando diversos resíduos orgânicos de agroindústrias, criação de animais, restos agrícolas etc. os fertilizantes organominerais são processados, estabilizados e devolvidos aos solos na forma de nutrientes. Com isso, reduzem o impacto ambiental da atividade agropecuária e elevam os índices de produtividade do solo. Por ter a vantagem de ser sustentável, foi depositado o pedido de patente "verde" internacional, a ser reconhecida internacionalmente.

Segundo o Luciano Conceição, a alta eficiência do produto e seu caráter sustentável foram os fatores decisivos para que o empresário – que atua no agronegócio há 28 anos – investisse na construção da fábrica.

"Fertilizaremos o solo dos produtores com matéria orgânica, NPK e micronutrientes simultaneamente, com um fertilizante organomineral granulado, sem qualquer restrição ao uso em plantadeiras", planeja Conceição.

O empresário também estuda futuramente desenvolver fórmulas específicas para qualquer cultura ou recuperação de solo. "Esse fertilizante é um produto moderno, eficiente, com melhor custo benefício e sustentável. Pretendemos atender propriedades do Distrito Federal e entorno, produtores de grãos, hortifrutigranjeiros e pecuaristas que precisem recuperar pastagens". Apostando muito no produto, Conceição já planeja criar a segunda unidade da fábrica em Anápolis, em Goiás.

 


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