Agronegócio

Principado da Europa investe R$ 20 milhões no arroz gaúcho

Santa Maria vai sediar segunda estação de pesquisa da Ricetec no País, que começa a funcionar em outubro de 2014
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Com potencial a ser literalmente saboreado, o mercado de sementes híbridas de arroz irrigado no Estado, responsável por com 65% da safra do grão no País, está na mira da realeza de Liechtenstein. A família real do principado, localizado na região europeia dos Países Baixos, é a maior acionista da empresa Ricetec, que produz a matéria-prima hoje em 60 mil hectares do território gaúcho e colocará em operação, no segundo semestre de 2014, seu segundo centro de pesquisa do País, desta vez em Santa Maria. O outro fica em Rondônia. O projeto envolverá investimento de R$ 20 milhões.


O príncipe Constantin von Liechtenstein, CEO da fundação Príncipe de Liechtenstein, Vaduz & Vienna, gerencia o negócio pela família e projetou, nesta quarta-feira, em Porto Alegre, os planos para os próximos cinco anos. A empresa, com sede no Texas (EUA), já começou a construir estação em Santa Maria. O projeto foi cogitado em 2005, quando o pai do príncipe Hans-Adam II visitou o Estado e se reuniu com o então governador Germano Rigotto.

Constantin informou que a companhia investirá US$ 170 milhões até 2018, a maior parte para desenvolver variedades para o mercado indiano. Segundo o acionista, parte da cifra será aplicada no Brasil e demais países do Mercosul. “A intenção é dobrar a participação no mercado de sementes em cinco anos no Mercosul”, adiantou o príncipe. Na região, a Ricetec detém 7% da venda de sementes híbridas.


A estação de Santa Maria será erguida em uma área de 200 hectares. As instalações de laboratórios e escritório ocuparão pouco mais de 2 mil metros quadrados. A maior parte da área será ocupada pelos experimentos. Sobre a aposta em mercado local, o príncipe evitou dimensionar o porte futuro. “É difícil apontar o tamanho do crescimento e mercado a buscar (da Ricetec), mas estamos nos preparando para colocar bons produtos e com muito valor para os produtores”, adiantou Constantin.

O diretor-geral da empresa para o Mercosul, o engenheiro-agrônomo Ricardo Bendzius, ressaltou as vantagens de sementes híbridas, como menor uso de nitrogênio (um dos componentes essenciais de fertilizantes) e ciclo mais curto de desenvolvimento, que reduz a demanda por água. “A tolerância a doenças faz com que o agricultor use menos pesticidas”, observa Bendzius. Segundo ele, os arrozeiros gaúchos serão beneficiados com os experimentos, já que as sementes serão adaptáveis às lavouras do Estado, tornando-se mais resistentes a pragas e obtendo maior produtividade. O custo dos híbridos em relação à variedade pode ser até 12% menor do que as opções convencionais, segundo as fontes.
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