Produção de canola está aquecida no Paraná

Agronegócio

Produção de canola está aquecida no Paraná

Baixo custo de plantio e alta produtividade anima agricultores
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Estimativa desta safra é produzir 77% mais do que na temporada anterior; baixo custo de plantio e alta produtividade anima agricultores
 
Garantir rentabilidade de produção quando o inverno chega é um dos desafios do homem do campo. Porém, esse quadro tem mudado em algumas regiões do País, principalmente no Paraná, onde muitos produtores já adotaram a canola como uma alternativa de obter boa receita nessa época do ano. De acordo com o Departamento de Economia Rural, da Secretaria Estadual de Agricultura e de Abastecimento (Deral/Seab), a estimativa de produção do grão para a safra 2010/11 deverá ser 77% maior do que no ciclo 2009/10.

Carlos Alberto Salvador, engenheiro agrônomo do Deral, destaca que devem ser produzidas este ano 35,6 mil toneladas, com uma área plantada de 21,5 mil hectares, 66% maior do que foi registrado no ano passado. O oeste do Estado, informa Salvador, é responsável por 51% da área plantada, sendo que só o sudoeste representa 25% da área. O Paraná é o segundo maior produtor de canola do Brasil, seguido do Rio Grande do Sul, que só nesta ciclo deverá colher 45,3 mil toneladas.

Salvador explica que a ampliação do plantio da cultura nestas duas últimas safras se deve ao aumento da receita que a canola está proporcionando ao produtor, já que o preço da oleaginosa se equipara ao da soja e é um produto de fácil negociação. ''A produtividade nesta safra deverá ser 7% maior se comparado a do ano passado. Por causa disso, a receita do produtor, que geralmente é baixa nesta época do ano, deverá ser satisfatória para muitos que optaram pela cultura'', enaltece o engenheiro.

João Carlos Fiorese, produtor de canola nas regiões de Roncador e Manoel Ribas, oeste do Paraná, é um exemplo claro de que a cultura está crescendo e dando lucro. Fiorese iniciou o cultivo da oleaginosa na década de 90, mas com a ''febre'' do trigo, abandonou a produção. Com a crise nos preços do cereal, o agricultor retomou em 2009 o plantio da canola. Estimulado pelo crescimento do setor no Rio Grande do Sul, Fiorese reiniciou sua produção em uma área de 12 hectares.

Com uma rentabilidade superior à do trigo, o agricultor, que não abandonou totalmente a produção do cereal, resolveu dar mais espaço para a canola. Em 2010 Fiorese aumentou sua área de plantio para 25 hectares, colhendo 114 toneladas a uma produtividade máxima de 33 sacas por hectare, índice registrado em uma de suas lavouras no município de Roncador. Para a safra 2010/11, a área plantada passou para 72,6 hectares, com uma estimativa de colher 140 toneladas, a uma produtividade máxima de 48,4 sacas/ha.

Fiorese diz que o lucro médio dessa safra, com o preço do produto a R$ 43 a saca, em média, pode chegar a R$ 1,2 mil/hectare, a um custo de produção de R$ 800/hectare. Segundo ele, esses índices favoráveis estimulou o investimento no segmento. Na próxima safra, planeja ampliar a área plantada com a canola para 250 hectares, quando deverá iniciar a produção em uma de suas propriedades localizadas no município de Campo Mourão.

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