Produção de milho safrinha deve ter queda de até 35% em Goiás
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Agronegócio

Produção de milho safrinha deve ter queda de até 35% em Goiás

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De acordo com o técnico da Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg), Pedro Arantes, há um consenso entre as entidades de produtores de que a produção de milho safrinha cairá de 30% a 35%, em relação ao ano passado, e que a demanda por milho no país aumentará em pelo menos 5%. Isso significa que a safrinha cairia de 12,8 milhões de toneladas para 8,5 milhões a 9 milhões, enquanto o consumo subiria para cerca de 41,5 milhões de toneladas, praticamente eliminando todo o excedente.

“Ficaríamos com um estoque de passagem de aproximadamente 3 milhões de toneladas, que é o ideal para que não haja nem elevações irreais, nem quedas injustificadas dos preços”, diz Pedro Arantes.

Para ele, a queda na produção do milho safrinha se deverá a dois fatores básicos: o desestímulo dos produtores com os preços e as condições climáticas adversas. Segundo ele, em muitos casos a safrinha não pode ser plantada, devido ao atraso, tanto no plantio quanto na colheita da soja, no primeiro caso por falta de chuva, e no segundo, por excesso. No Centro-Oeste, a recomendação técnica é para que o milho safrinha seja plantado até o dia 20 de fevereiro. Depois disso, a preferência deve ser pelo sorgo, mais resistente ao estresse hídrico.

Arantes se diz convicto de que os preços do milho melhorarão sensivelmente no segundo semestre, tão logo o mercado se dê conta de que não haverá todo o excedente do produto previsto pela Conab. “Claro que o produtor não deve esperar os R$ 24,00 que conseguiu pela saca no ano passado, mas poderemos tranqüilamente chegar a R$ 17,00 ou R$ 18,00, o que já remuneraria de forma mais aceitável a atividade”, diz. Segundo ele, a demanda por milho no País deve crescer sobretudo no segmento aviário, cujas exportações devem aumentar em função da gripe do frango em outros países produtores.


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