Produção de trigo vai avançar 36% no país
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Imagem: Pixabay
SAFRA

Produção de trigo vai avançar 36% no país

Área e produtividade do cereal também serão maiores nesta safra
Por: -Eliza Maliszewski

A safra de trigo vai avançar 36% neste ciclo no país. A projeção é feita pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em seu 10º Levantamento da Safra de Grãos.  Segundo a previsão a safra passou de passou de 6.942,1 milhões de toneladas para 8.480,2 milhões de toneladas. A área destinada ao cereal deve avançar 12,3% e somar 2.629,6 milhões de hectares. Aliado a isso a produtividade deve subir 21,1% e ficar em uma média de 3.225 kg/ha.

A semeadura segue avançando, especialmente na Região Sul, que é a de maior destaque em termos de destinação de área e em produção do cereal. Em outros estados de outras regiões, como Goiás, Minas Gerais e São Paulo, as operações de plantio já estão concluídas, e agora observa-se o desenvolvimento da cultura. 

De modo geral, as condições climáticas estão oscilantes, principalmente no que se refere às precipitações, porém houve uma incidência maior das precipitações no último mês, garantindo umidade adequada nos solos, viabilizando a germinação, emergência e desenvolvimento inicial das lavouras. 

Destaque para o Sul

O local de grande destaque para as culturas de inverno no país, em especial à de trigo, é a Região Sul. Nesta safra 2021, só para a triticultura, a perspectiva é que sejam destinados mais de 2,3 milhões de hectares na região, representando mais de 90% da área total prevista para todo o país. O Paraná encabeça esse destaque, com expectativa de destinação de 1.183,3 mil hectares para semeadura de trigo, aumento de 5,9% na área cultivada em comparação à temporada anterior. 

No Rio Grande do Sul, a semeadura avançou e chegou a 75% dos 1.096,7 mil hectares estimados para plantio de trigo neste ciclo. A umidade do solo adequada e a sequência de dias secos facilitaram a entrada das máquinas, e os produtores conseguiram aproveitar o clima estável. A grande valorização do produto, puxada pela escassez mundial de grãos, trigo e milho, verificada no último ano, eleva a estimativa da área deste cereal no estado, aumentando quase 17,9% em comparação à área plantada na safra passada, saindo de 930,2 mil hectares em 2020 para previsão de 1.096,7 mil hectares em 2021.

Em Santa Catarina houve avanço significativo na semeadura do trigo, influenciado, principalmente, pelas condições climáticas mais favoráveis. Nesse cenário benéfico, a perspectiva é que mais de 50% dos 88,3 mil hectares previstos para o plantio da cultura tenham sido efetivamente semeados até o final de junho. Tal número indica incremento de 44,5% na área plantada em comparação a 2020, e isso está muito atrelado aos bons preços pagos pelo cereal neste ano, além de políticas publicas de incentivo ao cultivo do trigo no estado. 

Sudeste

Na Região Sudeste, Minas Gerais e São Paulo são tradicionais triticultores e continuarão a destinar uma importante porção de área para o plantio do cereal. No estado mineiro houve redução na previsão inicial para área destinada à triticultura nesta safra. A informação atual é de diminuição nas áreas de trigo, especialmente aquelas de manejo irrigado, totalizando assim um plantio de 75,9 mil hectares, representando decréscimo de 11,8% em comparação ao valor direcionado na temporada passada. Nesse cenário, as primeiras perspectivas de produção apontam para um volume total na ordem de 191,3 mil toneladas, indicando diminuição em relação as 227 mil toneladas colhidas em 2020. 

Em São Paulo, o plantio do trigo está finalizado, com as lavouras estabelecidas em fases de germinação e desenvolvimento vegetativo. São cerca de 86 mil hectares destinados à triticultura paulista nesta temporada, com maior destaque para o cultivo nas regiões de Itapetininga, Itapeva e Avaré, tradicionais produtoras de trigo no estado. A condição apresentada, até o momento, é considerada boa, dispondo de certa umidade no solo e com registros de temperaturas médias mais amenas. A produção deve ficar estável, com 274 mil toneladas.

Centro-Oeste em alta

Na Região Centro-Oeste houve aumento importante na área destinada à triticultura em comparação à safra passada. Todos as Unidades da Federação produtoras (Goiás, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal) apresentaram incremento de área, perfazendo um total de 161,9 mil hectares semeados por toda a região. 

Em Goiás, a safra está avançando, inclusive com início de colheita em algumas lavouras de plantio mais precoce e que são manejadas em condição de sequeiro. Ao todo, foram destinados cerca de 55 mil hectares à triticultura goiana nesta temporada, com áreas manejadas tanto em sequeiro quanto com irrigação complementar. Atualmente, a perspectiva para o rendimento médio da cultura aponta para redução em comparação à temporada anterior, especialmente pelas questões climáticas (irregularidade das chuvas e baixo acumulado hídrico nos solos, principalmente para as lavouras de sequeiro). Contudo, o incremento importante de área plantada deve garantir uma boa produção no estado (estimada em 142,2 mil toneladas). 

No Distrito Federal é observado avanço na área destinada para a cultura, saindo de 2,6 mil hectares para 2,8 mil hectares ou alta de 7,7%. A produção deve somar  10,8 mil toneladas, uma queda de quase 2% explicada pela baixa na produtividade. 

Nordeste de olho

Na Região Nordeste, o plantio de trigo está concentrado na Bahia, com destinação de 6 mil hectares nesta safra, sendo toda a área manejada com irrigação. Vale ressaltar que a área semeada dobrou em relação ao ano passado, estimulada, principalmente, pela construção de um moinho de trigo na região de Luís Eduardo Magalhães. O estado baiano deve manter a maior produtividade do país, com 5.400 kg/ha, mesmo com uma queda de 5% em relação à safra anterior.
 


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