A fim de capacitar agricultoras para a produção doméstica de orquídeas, a Emater/RS-Ascar promoveu, em Bento Gonçalves, na última sexta-feira (01/06), uma Oficina de Produção e Manejo de Orquídeas, na Linha Eulália, em Bento Gonçalves.
A oficina foi ministrada pelo engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar de Nova Prata, João Carlos Reginato, e contou com a participação de 20 integrantes do Grupo de Mulheres Unidas da Eulália. Reginato falou sobre produção de mudas, identificação e controle de doenças e pragas, adubação e manejo de solo e fez uma demonstração de produção de adubos e caldas.
O agrônomo explicou que a maioria das espécies não precisa de terra para o cultivo, mas de um substrato, como carvão, isopor picado ou brita, para fixar a raiz e ficar em pé. Além disso, não pode acumular água, podendo permanecer de 7 a 10 dias sem ser regada. Para florescer, a orquídea precisa de adubo, ou seja, de nutrientes, a cada 15 dias. "Para florescer a planta tem que viver apertada, ou seja, em um vaso cheio, tem que ter frio e receber adubação", esclarece.
Reginato demonstrou como preparar o adubo bokachi em casa, de forma que fique o mais parecido possível com o original, utilizando como ingredientes: farelo de soja, cinza de fogão, farinha de ostra ou até mesmo casca de ovo torrada e moída, húmus, adubo químico (4x14x8), fermento biológico, água e farinha de trigo para dar o ponto. O agrônomo deu ainda dicas de receitas de inseticidas e fungicidas caseiros para controlar pragas como o pulgão e a cochonilha, e doenças, como ferrugem e antracnose.