Produção e uso de biofertilizantes na citricultura é tema de tarde técnica em Pareci Novo

Agronegócio

Produção e uso de biofertilizantes na citricultura é tema de tarde técnica em Pareci Novo

Na ocasião, o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar Luís Carlos Rupp realizou atividades teóricas e práticas
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Na ocasião, o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar Luís Carlos Rupp realizou atividades teóricas e práticas

Um grupo de agricultores dos municípios de Pareci Novo, Bom Princípio, São Sebastião do Caí e São José do Sul esteve reunido, na tarde de terça-feira (16/08), na propriedade da agricultora Francisca Bays, em Pareci Novo, para uma tarde técnica sobre produção e uso de biofertilizantes na citricultura. Na ocasião, o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar Luís Carlos Rupp realizou atividades teóricas e práticas abordando manejo de insetos e doenças, elaboração de biofertilizantes anaeróbicos e aeróbicos e resultados alcançados com a aplicação dos produtos, bem como os cuidados necessários para o uso.

Em sua apresentação Rupp também abordou outros temas, relacionados à resistência das plantas - e o que a determina -, a manipulação do habitat e a importância da fertilidade do solo. Em relação ao uso de biofertilizantes, destacou o fato de serem de alta atividade microbiana e bioativa, agindo nutricionalmente sobre o metabolismo vegetal e promovendo a ciclagem de nutrientes do solo. "Um conjunto que garantirá maior proteção e resistência à planta no que diz respeito ao ataque de pragas e doenças", analisa. "Fora o fato de serem de baixo custo, podendo ser produzidos pelos próprios agricultores", completou.

Para a anfitriã do dia, os 20 anos de experiência produzindo citros orgânicos nunca serão suficientes para que o aprendizado seja ampliado. "Nesses encontros para troca de conhecimentos, sempre aprendemos algo novo", destaca. Na propriedade em que divide com o marido Antônio, são oito hectares de laranjas e bergamotas, cultivados com a adoção de práticas agroecológicas, como o uso de coberturas verdes, pó de brita e outros produtos para nutrição do solo, caldas naturais e quebra-ventos. "É um trabalho de grande exigência, especialmente para os pomares novos, mas muito compensador", salienta.

Também junto à propriedade está a sede da Associação de Produtores Ecologistas Companheiros da Natureza que conta com dez famílias que participam, semanalmente, das feiras de produtos orgânicos de Porto Alegre, em locais como o Parque da Redenção e o Bairro Tristeza, entre outros. Além de bergamotas e laranjas, também levam consigo aipim, milho e moranga, além de morango, o mais recente cultivo, tudo feito de maneira "limpa", nas palavras de Francisca. "Não à toa, temos clientes fixos que compram conosco há mais de 15 anos", celebra. "Podemos dizer que somos felizes com aquilo que construímos", finaliza.

Francisca, assim como as outras famílias participantes do evento, integra a Chamada Pública da Agroecologia - operacionaliza pela Emater/RS-Ascar por meio de convênio com o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA). Também esteve presente o gerente regional da Emater/RS-Ascar, Marcelo Brandoli, além dos assistentes técnicos regionais Marcos Schäfer, Lauro Bernardi e Derli Bonine e do supervisor Fábio Encarnação. Brandoli valorizou o encontro bem como as ações voltadas aos produtores integrantes da Chamada, como forma de fortalecer os serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural Social. "São momentos ricos, de troca de conhecimentos e de aproximação entre produtores, técnicos e parcerias", observou.

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