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Produção global de oleaginosas tem leves ajustes, diz USDA

As projeções para a oferta e uso de soja permanecem inalteradas


Foto: Ivan Bueno/APPA

O World Agricultural Production (WAP) Circular do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou estimativas que indicam uma ligeira redução na produção total de oleaginosas nos EUA para a safra 2023/24, fixando-a em 121,5 milhões de toneladas, principalmente devido a uma diminuição no caroço de algodão. As projeções para a oferta e uso de soja permanecem inalteradas em comparação com o mês anterior, com o preço médio da soja nos EUA mantido em US$ 12,90 por bushel. Nota-se um aumento de $10,00 na previsão do preço do farelo de soja, atingindo $390,00 por tonelada curta, enquanto o preço do óleo de soja está estimado em 57 centavos por libra, uma queda de 4 centavos.

Globalmente, a produção de oleaginosas para 2023/24 é projetada em 661,0 milhões de toneladas, registrando uma queda de 0,5 milhão em relação ao mês anterior. A redução na produção de soja e girassol é parcialmente compensada pelo aumento na produção de colza. Destaca-se uma queda de 1,5 milhão de toneladas na produção de soja, principalmente devido à redução na produção do Brasil, que diminuiu 2,0 milhões de toneladas para 161,0 milhões, refletindo as condições de calor e seca no sul de Mato Grosso e nordeste do Brasil. Uma compensação parcial é observada no aumento da produção de soja no Canadá e Rússia. No entanto, a produção de sementes de girassol é reduzida na Argentina, acompanhada por uma menor área colhida. Por outro lado, a produção global de colza aumentou em 1,4 milhão de toneladas, atingindo 87,0 milhões, impulsionada por um aumento significativo na produção do Canadá e Austrália, conforme indicado por recentes relatórios governamentais.

A perspectiva global da soja para 2023/24 inclui um aumento nos estoques iniciais, uma redução na produção, um aumento nas exportações e estoques finais ligeiramente inferiores. Os estoques iniciais são majoritariamente impulsionados por um aumento de 2,0 milhões de toneladas para 160,0 milhões, relacionados à produção do Brasil em 2022/23, devido a um consumo acima do esperado até novembro. O aumento na oferta e nas exportações no início da campanha de comercialização de 2023/24 (iniciando em outubro de 2023) resultou em um aumento de 2,0 milhões de toneladas nas exportações do Brasil. As importações da China também apresentaram um aumento de 2,0 milhões de toneladas, atingindo 102,0 milhões, graças aos robustos envios no início da temporada por parte dos principais exportadores. Os estoques finais globais de soja são ligeiramente reduzidos, equilibrando os estoques mais elevados para a China com estoques mais baixos para o Brasil.

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